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Redação,Via Certa

Ford Pinto

A agência Bloomberg produziu uma reportagem fazendo um paralelo entre o 737 Max 8, da Boeing, e os automóveis Ford Pinto e Chevrolet Covair. A análise levanta a possibilidade de a aeronave ter sua reputação abalada, como ocorreu com os dois carros.

Exemplares do modelo passaram por dois acidentes em um período de cinco meses. Um analista, Nick Cunningham, disse à Bloomberg que o caso se tornou “muito sério e muito demorado para o Max escapar ileso”.

O Pinto e o Corvair não conseguiram escapar ilesos a casos de sérios defeitos de fábrica nas décadas de 60 e 70 do século passado.

Mas o que ocorreu com os dois modelos, Ford Pinto e Chevrolet Corvair, para ficarem com suas reputações abaladas? Entenda abaixo.
Ford Pinto

O Pinto ficou conhecido como “o carro explosivo da Ford”. Ele foi lançado em 1971 e fez grande sucesso inicial. Porém, autoridades dos Estados Unidos anos depois descobriram que ele tinha um grave problema de fábrica

Ao receber uma colisão traseira, o Ford Pinto podia ter seu tanque de combustível rompido. Com isso, havia risco de vazamento de combustível dentro da cabine, e possibilidade de incêndio.

O escândalo envolvendo o Ford Pinto explodiu em 1977. Na época, a revista Mother Jones obteve um memorando interno da Ford de 1973, que publicou. O documento expunha o conhecimento da marca sobre o defeito.

Também em 1977, o órgão de segurança veicular dos EUA, NHTSA, determinou que o Ford Pinto tinha defeito de fábrica. A montadora fez recall de 1,5 milhão de carros.

A estimativa é de que cerca de 500 pessoas tenham morrido em decorrência do defeito do Ford Pinto.

Chevrolet Corvair

O Corvair foi produzido de 1960 a 1969. Em 1965, no entanto, surgiu a grande mancha de sua história. Foi o livro “Unsafe at any speed” (Inseguro a qualquer velocidade, em tradução livre), do jornalista Ralph Nader.

No livro, Nader condenava a insegurança dos carros e acusava um grave defeito no Corvair feito de 1960 a 1964. De acordo com o jornalista, o carro tinha suspensão traseira do tipo braços oscilantes.

Essa solução fazia com que as rodas batessem na carroceria, o que fazia o carro sair demasiadamente de traseira. E, como ele não tinha barra anti-rolamento na frente, ficava ainda mais perigoso.
Boeing 737 Max 8

Em um intervalo de cinco meses, houve dois acidentes com o Boeing 737 Max 8, que causaram 346 mortes. Um exemplar da Lion Air caiu em outubro do ano passado na Indonésia.

Em março de 2019, houve outro acidente com o 737 Max 8, desta vez com a Ethiopian Airlines. A aeronave caiu em Adis Abeba, capital da Etiópia.

Após o segundo episódio, os voos com o 737 Max 8 foram cancelados.

Os acidentes das duas companhias aéreas foram semelhantes, com quedas minutos depois da decolagem. As causas estão em investigação, mas a suspeita é tenham a ver com um defeito em um software conhecido como MCAS (sigla em inglês para sistema de aumento de características de manobras).

Com Informações Jornal do Carro. 

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