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Redação,Via Certa

Venda de usados em abril cai mais que a de novos em todos os segmentos

As vendas de abril para automóveis e comerciais leves usados somaram 145,6 mil unidades, resultando em queda de 80% na comparação com março, um mês já ruim por conta do início (a partir da segunda quinzena) das medidas de prevenção à Covid-19, causada pelo coronavírus. A comparação com abril de 2019 revela queda ainda maior, de 83,4%.

Os números foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários. A retração nos usados foi maior que a dos zero-quilômetro. Em março, para cada veículo leve novo foram negociados 4,2 usados. Em abril essa taxa caiu para 2,8.

O fechamento das revendas, dos Detrans e dificuldades na transferência de titularidade tiveram forte impacto no comércio dos veículos de segunda mão. Apesar da intensificação do comércio on-line, o comprador acabou esbarrando na finalização do processo. No acumulado dos quatro meses foram negociados 2,48 milhões de veículos leves usados, resultando em queda de 26,1% ante iguais meses do ano passado.

NOS PESADOS, QUEDA DE 71%

No mercado de veículos pesados (caminhões e ônibus), apenas 7,5 mil unidades trocaram de mãos em abril, um recuo de 71% na comparação com março e de 78,2% ante abril do ano passado. A maior queda ocorreu para os ônibus, que tiveram apenas 604 unidades negociadas em abril, 85,3% a menos que em abril do ano passado.

No acumulado do ano foram negociados 90,9 mil veículos pesados de segunda mão, 29,5% a menos pelo confronto interanual. Também nos pesados, a retração foi mais forte que nos novos. Em março, para cada pesado novo vendido eram negociados 3,3 usados. Em abril foram só 2,7 usados para cada novo.

MOTOS USADAS RECUAM 78,6%

A negociação de motocicletas usadas somou em abril 42,4 mil unidades, volume 78,6% mais baixo que o de março e 82,7% menor que o de abril do ano passado. O acumulado revela 707,9 mil transferências e queda de 24,8% pela comparação interanual. O mercado de usadas também caiu mais que o das motos novas. Como consequência, o mês teve 1,5 moto de segunda mão vendida para cada nova emplacada. Um mês atrás eram 2,6 usadas para cada nova.

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