O governo dos Estados Unidos transmitirá ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército americano condenado à morte pelo massacre na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. A aplicação da pena está marcada para o dia 3 de dezembro e será cumprida por um pelotão de fuzilamento, contando com aprovação direta do presidente Donald Trump.
Trata-se de um marco histórico no sistema penal e militar do país: será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas norte-americanas desde 1961 e o primeiro fuzilamento militar desde a Segunda Guerra Mundial, quando o soldado Eddie Slovik foi executado por deserção, em 1945. Além disso, a transmissão marca o retorno de uma execução pública no país, feito que não ocorria desde 1936.
Segundo o chefe do Pentágono, o objetivo de dar caráter público à pena é expor as severas consequências para atos dessa gravidade. A estrutura do evento ainda está sendo alinhada para definir se haverá público presencial ou se a exibição ocorrerá via transmissão por televisão e internet. Questionado sobre eventuais últimos pedidos do condenado, Hegseth declarou apenas que a data está mantida e a ordem será cumprida.
Relembre o caso
Em 2009, Nidal Hasan abriu fogo no complexo militar de Fort Hood, deixando 13 pessoas mortas — sendo 12 militares — e outras 30 feridas. Durante a ação, ele foi atingido por disparos de uma policial civil e ficou parcialmente paralisado. Em 2013, um júri militar o condenou à pena capital. Na ocasião, o tribunal apurou que o ex-militar agiu inspirado pela Al-Qaeda e mantinha oposição ativa às operações militares dos EUA no Oriente Médio.
O método de fuzilamento é considerado raro na legislação americana, sendo autorizado em apenas cinco estados (Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah). O procedimento com o ex-psiquiatra ficará sob responsabilidade de um pelotão formado por soldados do Exército.
Tags
EUA
