Associação quer reunir 30 mil assinaturas para plano nacional de combate a acidentes de trânsito

O movimento Chega de Acidentes, vinculado ao CESVI Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), pretende reunir 30 mil assinaturas em um abaixo-assinado para a criação de um programa nacional de combate aos acidentes de trânsito. Atualmente, o documento tem 1.500 nomes de pessoas que querem ajudar a melhorar as condições do tráfego no país.

Segundo Patrícia Gejer, analista de segurança viária do CESVI Brasil, o documento está sendo elaborado para tornar realidade o Plano Nacional de Segurança Viária.

- A gente elaborou um abaixo-assinado que é divulgado na internet para que a sociedade se manifeste em relação à importância da criação desse plano, que o Brasil precisa. Depois, ele será entregue às autoridades, dizendo que a sociedade se manifesta e é necessária a criação desse plano. O documento será entregue ao Denatran [Departamento Nacional de Trânsito], mas nada impede que ele vá também à presidente.

Patrícia conta que o plano deverá conter metas e prazos para redução do número de acidentes com mortes, além de outros indicadores relacionados a acidentes de trânsito no Brasil. Para assinar o documento, segundo ela, é necessário entrar no site do Chega de Acidentes e preencher um formulário.

Histórico

A associação Chega de Acidentes surgiu em 2009, criada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em parceria com a Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) e o CESVI Brasil. Desde o início, o movimento colocou em seu site um contador com o número de vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. O cronômetro, porém, não registra os números em tempo real, mas faz uma estimativa, baseada em dados de 2009.
O relógio dos acidentes mostra, por exemplo, quantas pessoas morrem, ou ficam feridas por minuto, com base em dados de dois anos atrás.

- Não é em tempo real. É um cálculo que a gente fez, uma estimativa. Nós pegamos o número de mortos e feridos em 2009, divulgados pelo Ministério da Saúde, e fizemos esse cálculo. Descobrimos quantas mortes ocorreram em um dia e depois por hora. Então, o reloginho vai girando conforme esses números e dados.

Fonte: R7

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