Considerada a principal e mais conhecida polícia rodoviária do Brasil, a PRF está presente nas rodovias federais há mais de 80 anos. Sua história se confunde com a história do desenvolvimento rodoviário brasileiro, quando o país inaugurou suas primeiras rodovias que faziam ligações entre as principais cidades brasileiras, na década de 1920. Desde então, a PRF se tornou um figura comum neste cenário e serviu de modelo para as polícias militares criarem seus comandos e batalhões rodoviários.
A PRF surgiu em 24 de julho de 1928, com o nome inicial de Polícia de Estradas, através do Decreto 18.323 do então presidente da Republica, Washington Luiz. Mas o início oficial das operações da PRF só surgiu em 1935 quando o administrador Natal Crosato, a mando de Yeddo Fiúza o então engenheiro chefe da Comissão de Estradas de Rodagem, incumbiu Antonio Felix Filho, o Turquinho, de organizar os serviços de vigilância da rodovias Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Industria. Por este feito, Turquinho foi considerado o primeiro policial rodoviário federal. Sua primeira grande missão, já como Inspetor de Tráfego, foi zelar pela segurança e sinalização destas rodovias, bastante castigadas pelas fortes chuvas na época.
Os pioneiros da PRF
Além de Turquinho, um ferrenho defensor da criação da Polícia de Estradas, Yeddo Fiúza indicou Carlos Rocha Miranda para a organização e planejamento estrutural da Polícia de Estradas. Com auxílio de Turquinho, ambos criaram, ainda em 1935, o primeiro quadro de policiais rodoviários federais, que contava com 13 Inspetores de Tráfego. Os principais veículos utilizados pelos inspetores eram as motocicletas Harley Daividson.
Com o novo efetivo em operação, a PRF iniciou seus trabalhos nas rodovias citadas anteriormente, a Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Industria, que juntas resumiam o que era o sistema rodoviário brasileiro na época. Além destas estradas, a PRF foi incumbida de exercer o policiamento nas rodovias em construção no estado do Paraná.
Da quase extinção à modelo de planejamento e competência
Quem vê a PRF hoje, com uma estrutura e capacidade organizacional semelhante até mesmo à Polícia Federal, não imagina que na década de 1960, ela quase foi extinta. Em 1945, a PRF passou por nova fase de mudanças, com a criação do DNER e o advento do nome Polícia Rodoviária Federal, com poder de polícia de tráfego. Naquela época, a PRF era subordinada ao DNER.
Em 1958, a Polícia Rodoviária Federal teve seus momentos mais críticos, quando o então Deputado Federal Colombo de Souza propôs a extinção da corporação. Em 1963, numa reviravolta marcante, teve seu nome modificado para Patrulha Rodoviária Federal. Foi a única alternativa para evitar sua extinção. O DNER, em 1965, determinou o uso da nova denominação, desta forma, evitando qualquer tipo de modificação ou extinção de sua força policial rodoviária. Depois deste quase revés, a PRF tomou fôlego com a publicação dos Decretos 68.423 de 1971 e 74.606 de 1974 que reformularam e consolidaram praticamente a estrutura e amparo legal de ação da PRF nas rodovias federais.
Com o novo efetivo em operação, a PRF iniciou seus trabalhos nas rodovias citadas anteriormente, a Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Industria, que juntas resumiam o que era o sistema rodoviário brasileiro na época. Além destas estradas, a PRF foi incumbida de exercer o policiamento nas rodovias em construção no estado do Paraná.
Da quase extinção à modelo de planejamento e competência
Quem vê a PRF hoje, com uma estrutura e capacidade organizacional semelhante até mesmo à Polícia Federal, não imagina que na década de 1960, ela quase foi extinta. Em 1945, a PRF passou por nova fase de mudanças, com a criação do DNER e o advento do nome Polícia Rodoviária Federal, com poder de polícia de tráfego. Naquela época, a PRF era subordinada ao DNER.
Em 1958, a Polícia Rodoviária Federal teve seus momentos mais críticos, quando o então Deputado Federal Colombo de Souza propôs a extinção da corporação. Em 1963, numa reviravolta marcante, teve seu nome modificado para Patrulha Rodoviária Federal. Foi a única alternativa para evitar sua extinção. O DNER, em 1965, determinou o uso da nova denominação, desta forma, evitando qualquer tipo de modificação ou extinção de sua força policial rodoviária. Depois deste quase revés, a PRF tomou fôlego com a publicação dos Decretos 68.423 de 1971 e 74.606 de 1974 que reformularam e consolidaram praticamente a estrutura e amparo legal de ação da PRF nas rodovias federais.
A nova cara da PRF nos anos 90
Apesar da PRF estar presente nas rodovias federais espalhadas por todo território nacional, com sua atuação marcante em diversos momentos da história rodoviária, os patrulheiros careciam de melhor amparo logístico e financeiro do Governo Federal. Chegaram a estarem relegados a segundo plano nos diversos planejamentos rodoviários até o início da década de 90. Era comum um condutor avistar um patrulheiro federal dirigindo viaturas bastante rodadas, que pouco ofereciam em suporte para o policiamento. Isto, quando haviam viaturas.
Em 1990, a PRF passou a ser denominada DPRF (Departamento de Polícia Rodoviária Federal) e subordinada ao Ministério da Justiça. Em 1993, a família policial rodoviária recebeu com orgulho seu primeiro chefe de carreira, o patrulheiro Mauro Ribeiro Lopes. Após Ribeiro Lopes, outros nomes da própria corporação chefiaram a PRF, nos anos que se sucederam, dando nova dinâmica à PRF e iniciando uma verdadeira revolução estrutural na corporação.
A nova filosofia de trabalho da PRF iniciou-se com a admissão de novos policiais, melhores salários e reestruturação de sua grade de treinamento, dando profissionalismo à atuação de seu efetivo. Os novos policiais mudaram a cara da PRF, resgatando o respeito e admiração do publico por suas ações planejadas no combate ao crime organizado e fiscalização de trânsito efetiva nas rodovias federais, servindo de espelho para as demais policias.
Uma polícia atuante e inovadora
A nova estrutura organizacional da PRF se traduziu nas ações de inteligência contra o crime organizado. Foi criado o Núcleo de Operações Especiais, uma equipe de patrulheiros de elite que recebem treinamentos especiais para o combate ao crime organizado. O NUE foi responsável pela publicação, através da grande mídia, de grandes operações de apreensão de drogas, armas e contrabando, colocando a PRF em um status apenas comparada à Polícia Federal.
Além do NUE, a PRF ainda conta com sua Divisão de Operações Aéreas, responsável pela fiscalização aérea e resgate de vítimas nas rodovias federais. São utilizados, pela Divisão Aérea, helicópteros e aviões, pilotados pelos próprios patrulheiros rodoviários, que apóiam as operações de socorro e localização de plantio de maconha, nas rodovias mais distantes, além de oferecer o suporte às ações terrestres dos demais patrulheiros.
A PRF também iniciou uma grande mudança digital, com objetivo de estreitar os laços entre patrulheiros e cidadãos, através da criação do Sistema Alerta. Através deste sistema, o próprio cidadão cadastra seu veículo, furtado ou roubado, no sistema de informações da PRF, que instantaneamente é passada à todas unidades da corporação, em todo território nacional. Outra inovação da PRF trata da retirada de Boletins de Acidentes, utilizado-se do sistema digital. Qualquer cidadão pode acessar o sistema e retirar uma cópia da ocorrência.
A PRF no século XXI
O início do século XXI marca a consolidação da PRF como a principal polícia rodoviária do Brasil. Suas ações e operações já fazem parte da rotina diária nas rodovias federais. Seus policiais equipados com pistolas .40, carabinas e fuzis estão entre os mais bem armados do Brasil. Além deste considerável armamento de fogo, a PRF também dispõe de modernas viaturas, algumas equipadas com GPS e computador de bordo, que propiciam uma resposta rápida ao atendimento de trânsito e ao combate ao crime. O cidadão também dispõe de um telefone de atendimento exclusivo, o 191.
A Polícia Rodoviária Federal ainda reserva outras novidades, nos próximos anos. A Corporação está em fase final de lançamento de modernas motocicletas Harley Daividson, que darão maior mobilidade de ação aos seus patrulheiros, além de trazer imponência e charme aos policiais motociclistas. Outro grande desafio está na implementação da informatização total de todos postos de polícia rodoviária federal, até agora um dos maiores obstáculos que a atual administração enfrenta para a total modernização da corporação.
O futuro reserva mais desafios aos patrulheiros do século XXI, que se vêem envolvidos em questões das mais diversas naturezas, tais como combate ao crime organizado, manifestações e turbulências sociais e o combate aos números assustadores de acidentes. Estes desafios farão parte da rotina de patrulheiros e patrulheiras espalhados por todo território nacional que, nos últimos anos, encheram de orgulho a sociedade brasileira, por sua capacidade e competência. A PRF pode se considerar apta à este desafio e, continuando com esta política inovadora de atuação, o brasileiro terá a certeza de contar com uma polícia moderna e capacitada, pronta para superar qualquer obstáculo.
A Polícia Rodoviária Federal ainda reserva outras novidades, nos próximos anos. A Corporação está em fase final de lançamento de modernas motocicletas Harley Daividson, que darão maior mobilidade de ação aos seus patrulheiros, além de trazer imponência e charme aos policiais motociclistas. Outro grande desafio está na implementação da informatização total de todos postos de polícia rodoviária federal, até agora um dos maiores obstáculos que a atual administração enfrenta para a total modernização da corporação.
O futuro reserva mais desafios aos patrulheiros do século XXI, que se vêem envolvidos em questões das mais diversas naturezas, tais como combate ao crime organizado, manifestações e turbulências sociais e o combate aos números assustadores de acidentes. Estes desafios farão parte da rotina de patrulheiros e patrulheiras espalhados por todo território nacional que, nos últimos anos, encheram de orgulho a sociedade brasileira, por sua capacidade e competência. A PRF pode se considerar apta à este desafio e, continuando com esta política inovadora de atuação, o brasileiro terá a certeza de contar com uma polícia moderna e capacitada, pronta para superar qualquer obstáculo.
Mundo Trânsito
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