Regras de educação que não estão na lei

Educação se traz de berço, é uma afirmação ouvida com frequência. Sim, mas nossa geração é na maioria dos casos somente a segunda ou, quando muito, a terceira geração de condutores e, nestes tempos de motorização acelerada, muitos condutores não tiveram na escola, na família nenhuma vivência, nenhum aprendizado, nenhuma experiência passada “de pai para filho”.

Os CFCs preparam o candidato para que ele tenha sucesso na obtenção da habilitação e preparar o futuro condutor acreditamos todos que a vida se encarregará desta incumbência. Algumas contribuições que nem estão na lei são regras de cortesia importantes, como o andar sempre pela direita. Mesmo como pedestre, vale esta regra que evita aqueles encontrões, esbarrões, com pedestres que não sabem ocupar o lado direito da calçada. O mesmo vale para o corredor do avião, do ônibus, do trem ou mesmo numa escada rolante, onde devemos deixar o lado esquerdo livre, pois há os muito apressados, que nos ultrapassam até na escada rolante. Há ainda a regra de etiqueta, segundo a qual as mulheres devem ser conduzidas pelos homens na parte interna das calçadas, de modo a estarem menos sujeitas a perigo. Descer e abrir a porta para a mulher não foi revogado dentre as regras de cortesia e educação.

Estacionamento
No local de trabalho, se as vagas do estacionamento não forem previamente definidas , ocupar uma vaga mais distante pode representar um paradoxo, mas esta é uma prática comum entre os executivos japoneses, um povo educado. Imagine-se chegando atrasado, ou com as mãos ocupadas, com chuva, o quanto aquela vaga mais próxima será útil a alguém; é uma questão de educação, de generosidade, e, acredite, as pessoas observam isso. Se ninguém observar, isto nos educará, nos deixará com a consciência em paz. Como normalmente chegamos ao trabalho descansados, ainda não estressados, é útil colocar o veículo de ré, favorecendo a manobra de saída, quando normalmente estaremos mais cansados, com fome, menos atentos. Em minhas palestras em Cipas, costumo observar primeiro o estacionamento e as condições dos veículos dos colaboradores da empresa. Em muitos casos, as tragédias no trânsito estão mais que anunciadas, basta que olhemos os veículos no estacionamento.

Buzina
A buzina tem regulamentação legal, servindo única e exclusivamente para, em toque breve, alertar aos desatentos, a fim de evitar acidentes e, fora das cidades, para alertar que pretendemos ultrapassar algum condutor, quando isto for conveniente. Além de ser infração, o uso da buzina fora dessas situações só contribui para elevar o nível de estresse.

Sérgio de Bona  Portão
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