Quando, em junho do ano passado, os estudantes Natasha Albuquerque e Luan Haickel decidiram pintar alvos em volta dos buracos nas pistas do Distrito Federal, eles não imaginavam que a ação teria uma repercussão tão grande entre os moradores do DF.
A iniciativa partiu de Natasha, que sentiu no bolso os prejuízos de cair com o carro nos buracos. O primeiro lugar escolhido foi o estacionamento da Ala Sul da UnB. A ideia inicial era misturar o trabalho artístico de uma intervenção com um alerta aos motoristas. Segundo Luan, pintar cada buraco leva em torno de cinco minutos. “São dois círculos vermelhos e dois brancos. Mas quando estamos cansados o tempo parece maior”, comenta.
Após as primeiras divulgações na mídia, a dupla começou a receber mensagens de apoio da população, que se solidarizou com o trabalho. Agora os jovens enfrentam outros problemas: é preciso arrumar patrocínio para a compra de tinta e encontrar maneiras de organizar as pessoas que ofereceram ajuda.
A iniciativa partiu de Natasha, que sentiu no bolso os prejuízos de cair com o carro nos buracos. O primeiro lugar escolhido foi o estacionamento da Ala Sul da UnB. A ideia inicial era misturar o trabalho artístico de uma intervenção com um alerta aos motoristas. Segundo Luan, pintar cada buraco leva em torno de cinco minutos. “São dois círculos vermelhos e dois brancos. Mas quando estamos cansados o tempo parece maior”, comenta.
Após as primeiras divulgações na mídia, a dupla começou a receber mensagens de apoio da população, que se solidarizou com o trabalho. Agora os jovens enfrentam outros problemas: é preciso arrumar patrocínio para a compra de tinta e encontrar maneiras de organizar as pessoas que ofereceram ajuda.
Apoio popular
O reconhecimento do trabalho veio quase três meses depois. Após serem entrevistados pelo Correio Braziliense em outubro, a população tomou conhecimento do significado dos círculos e quem eram os responsáveis. “No dia que o jornal saiu recebemos umas 20 mensagens de pessoas que elogiavam e se ofereciam para ajudar”, diz Luan.
A prática despertou o interesse em denunciar os buracos. Com a ajuda, o número de alvos pintados, segundo a dupla, já passou de 30. “Parece que as preferem avisar a gente que avisar aos órgãos responsáveis. Isso mostra que conseguimos despertar esse interesse social da causa”, conclui Natasha. “Uma mulher já enviou três mensagens que sempre diz: ‘encontrei mais um’. Tem gente que começa a criar hábito de ajudar e isso é bom”, completa Luan.
Para a dupla, o próximo passo é criar um grupo dedicado à causa, mas falta dinheiro para as tintas e um modelo de organização dos voluntários. “Cada lata custa cerca de 50 reais. Recebemos algumas doações, mas nem todos podem doar esse valor”, comenta Natasha. “Coordenar as pessoas também é um problema: não podemos pedir para eles saírem pelas ruas, pois há os perigos do trânsito devido a quantidade de envolvidos”, conclui.
A visibilidade na mídia chamou a atenção da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), que reuniu o secretário de obras do DF, Oto Guimarães com os estudantes. O assunto do encontro foi a segurança dos jovens que ficam expostos ao trânsito enquanto pintam. “Tentamos negociar um empréstimo de alguns cones velhos do Detran, mas não conseguimos por conta da burocracia”, explica Luan.
Os jovens concordam que a Novacap tem feito seu papel e que muitos dos alvos foram tapados. Porém a situação é mais complexa do que aparenta. “Tem lugar que desmancha enquanto a gente pinta. Isso prova que é preciso recapear o asfalto e não simplesmente cobrir. Se uma pista foi arrumada há pouco tempo e já tem buracos é sinal que o material escolhido não é de boa qualidade”, conclui Luan.
Será que a ideia pega nas cidades do Rio Grande do Norte? Se pegar mandem as fotos ou vídeos!!!