Passarelas dão mais segurança à mobilidade urbana

Passarela que liga nada a lugar nenhum em São José do Mipibu um verdadeiro "elefante branco"


A imprudência do pedestre e a inobservância de fatores-chave nos projetos construtivos repercutem nas estatísticas do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), que registraram 25% de atropelamentos próximos dessas passagens especiais em 2011


A precedência do pedestre sobre o tráfego de veículos, prevista no Código de Trânsito, contrasta com o número de vítimas de acidentes nas rodovias paulistas. Segundo o DER, um em cada quatro atropelamentos ocorre nas proximidades de passarelas. A explicação para o fato é a falta de prudência do pedestre e a inadequada localização para o acesso.

O engenheiro Ricardo Moschetti, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), alerta para a necessidade de infraestrutura, mas diz que sua eficiência está atrelada a fatores que favoreçam seu uso. "A passarela é um recurso viável para promover a mobilidade em uma área de tráfego intenso e sua construção deve considerar o deslocamento dos pedestres quanto à localização de pontos de ônibus, do comércio, de supermercados, igrejas, escolas e das moradias ao longo da via.”
Segundo Moschetti, para construir as passarelas é cada vez mais comum o uso de peças pré-fabricadas. A alternativa racionaliza mão de obra, reduz o tempo de execução das obras e permite vencer grandes vãos sobre rodovias, vias expressas e ferrovias.

A passarela também precisa ser atrativa ao pedestre quanto ao tempo que irá percorrer para chegar até ela e cruzá-la, frente à espera por uma oportunidade para driblar o tráfego de veículos para atravessar a pista. "A travessia pela passarela precisa ser amigável e para isso sua construção deve estar atrelada a um projeto urbano, que leve em consideração a concentração e a circulação de pessoas, para facilitar e promover mais segurança aos usuários", afirma o engenheiro.

A Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) e seus associados, em parceria com a ABCP, disponibiliza atividades e treinamentos que orientam e esclarecem as administrações públicas e os profissionais interessados na solução industrializada pré-fabricada.

A manutenção também é importante. Passarelas bem iluminadas e limpas são mais atrativas para pedestres e ciclistas que circulam pelos acostamentos. O Código de Trânsito brasileiro prevê e regula a utilização dos acostamentos por esses usuários, mas, diante da falta de barreiras que impeçam a travessia, muitas vezes, pedestres e ciclistas preferem expor-se ao risco enfrentando o tráfego.

O número de atropelamentos próximos a passagens especiais evidencia o aumento do risco, quando o pedestre desrespeita a sinalização e não opta pela travessia segura. O motorista não consegue avistar o pedestre ou o ciclista à noite, com a devida antecedência, a menos que eles façam uso de materiais refletivos. A presença de passarelas, que geralmente são avistadas a pelo menos 500 m de distância, transmite ao motorista a ideia de que não haverá pedestres cruzando a pista.

Infelizmente em nosso estado passarelas quando existem não são bem cuidadas e também não oferecem segurança ao pedestre . Com medo de assaltos pedestres preferem não usar a passarela achando mais seguro enfrentar um carro do que um bandido .

Podemos citar alguns  exemplos:

  • Passarela subterrânea do complexo Igapó: assaltos e o forte odor de urina e fezes obrigam ao pedestres a usarem a avenida do complexo, mesmo tendo um posto fixo da Polícia Militar na entrada da passarela a insegurança no lugar é gritante. 
  • Rodovia BR-101 Sul: na divisa Natal/Parnamirim assaltos constantes estão obrigando os pedestres a também a usarem a rodovia como travessia. Por fim quem não lembra do desabamento da passarela de Parnamirim? Durante meses o DNIT fechou os olhos para o problema .Até o mais simples pedreiro sabia que o desabamento estava próximo e nada foi feito.


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