Na semana passada, eu havia saído de uma consulta médica e me dirigia ao trabalho pela manhã. De repente, vi um movimento brusco e meus olhos enxergaram um homem embaixo da parte traseira de um caminhão. Gastei uma fração de segundo para entender que, naquela posição em que ele estava, alguma coisa de errado tinha acontecido. Parei então o carro no meio da rua, liguei o sinal de alerta e desci fazendo sinal para que o trânsito parasse. Caminhei rapidamente até o local e vi que ele estava desacordado e muito ferido. Alguém falou em uma caminhonete e decidi então procurá-la, já entendendo que aquilo fora um atropelamento. Mas, meus pensamentos preocupados com a recente consulta médica não me fizeram registrar o atropelador nem a cena do acidente direito. Voltei lá e, como já havia muita gente dando socorro, fui embora. Horas depois, senti um aperto no peito ao saber que o homem havia falecido no local.
Li a notícia do acidente com a caminhão, que vitimou uma pesoa pessoa. Fiquei triste, ainda mais depois do choque com o atropelamento que presenciei. Inevitavelmente, veio-me à cabeça a certeza de que a vida da gente está sempre por um fio, ainda mais com o trânsito violento que temos. Não sei se o atropelamento foi culpa do motorista ou se o pedestre se distraiu. Não sei se o acidente com o foi resultado de uma falha mecânica ou de uma imprudência do condutor. O fato é que, por culpa de quem dirige ou mero acaso do destino, é muito fácil dizer adeus à vida em nossas ruas violentas.
Precisamos reduzir esses infortúnios o mais rapidamente possível. Uma vida é muito rara, é muito cara, em todos os sentidos. Custa lágrimas e dor para as famílias, a ausência amarga para os amigos, um custo desnecessário para a Previdência, enfim, é algo que não traz nada de bom para ninguém. Reduzir essas tragédias passa pelo que já estamos fazendo: coibir ao máximo a embriaguez ao volante. Mas passa também pela conscientização dos riscos de dirigir falando ao celular, de guiar um veículo muito cansado e com sono, de não fazer a manutenção adequada e nos prazos recomendados pelas fábricas. Passa por tudo isso. A fiscalização de motoristas e veículos é falha, mas também tem sido muito falho o nosso bom-senso no trânsito. Nós sempre reclamamos do outro que põe nossas vidas em risco, mas chegamos ao absurdo de achar ruim se alguém nos chama a atenção por uma manobra indevida no trânsito ou por não desligarmos o telefone quando estamos dirigindo. É uma contradição que precisa ser sanada, para o bem de todos e para um trânsito mais seguro.
Li a notícia do acidente com a caminhão, que vitimou uma pesoa pessoa. Fiquei triste, ainda mais depois do choque com o atropelamento que presenciei. Inevitavelmente, veio-me à cabeça a certeza de que a vida da gente está sempre por um fio, ainda mais com o trânsito violento que temos. Não sei se o atropelamento foi culpa do motorista ou se o pedestre se distraiu. Não sei se o acidente com o foi resultado de uma falha mecânica ou de uma imprudência do condutor. O fato é que, por culpa de quem dirige ou mero acaso do destino, é muito fácil dizer adeus à vida em nossas ruas violentas.
Precisamos reduzir esses infortúnios o mais rapidamente possível. Uma vida é muito rara, é muito cara, em todos os sentidos. Custa lágrimas e dor para as famílias, a ausência amarga para os amigos, um custo desnecessário para a Previdência, enfim, é algo que não traz nada de bom para ninguém. Reduzir essas tragédias passa pelo que já estamos fazendo: coibir ao máximo a embriaguez ao volante. Mas passa também pela conscientização dos riscos de dirigir falando ao celular, de guiar um veículo muito cansado e com sono, de não fazer a manutenção adequada e nos prazos recomendados pelas fábricas. Passa por tudo isso. A fiscalização de motoristas e veículos é falha, mas também tem sido muito falho o nosso bom-senso no trânsito. Nós sempre reclamamos do outro que põe nossas vidas em risco, mas chegamos ao absurdo de achar ruim se alguém nos chama a atenção por uma manobra indevida no trânsito ou por não desligarmos o telefone quando estamos dirigindo. É uma contradição que precisa ser sanada, para o bem de todos e para um trânsito mais seguro.
Alexandre Henry
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