Estresse elevado, preocupação no trabalho, briga com a família, pressa, seja qual for o motivo, as brigas no trânsito têm se tornado cada dia mais frequente em todo o país. Já virou rotineiro ver casos de descontrole emocional por parte de condutores, circulando na internet, que resultou em agressões físicas, verbais e até mesmo morte.
Para o psicopedagogo Genésio Souza, os estudos indicam que as pessoas se comportam no trânsito da mesma forma que se comportam nas relações sociais do dia a dia, e o principal motivo é a pressa. “Hoje, com esse ritmo frenético que é a vida moderna, as pessoas assumem muitos compromisso e para dar conta, estão sempre apressadas. Por isso, aconselhamos sair mais cedo de casa e evitar a pressa”, pontuou. Conforme Luide, o espaço do trânsito está cada vez mais disputado e isso também acaba gerando os conflitos. “Temos um espaço cada vez menor em virtude do aumento da frota de veículos e o próprio aumento populacional. É a disputa por uma vaga no estacionamento, por uma posição melhor na saída de um semáforo, e tudo isso ocasiona um conflito. As pessoas se esquecem de exercitar a gentileza no trânsito, até mesmo das regras básicas da legislação”, afirmou.
Segundo ele, a principal regra é que o maior sempre protege o menor e todos protegem o pedestre, que é o ser mais vulnerável. A maioria dos casos registrados na capital, conforme o Detran, envolvem homens, com idade inferior a 40 anos, que faz uso da bebida alcoólica.
Segundo o psicopedagogo, a banalização da violência é um grande problema. “Hoje se encara a violência como algo natural e não é. Não podemos recorrer à violência como o primeiro recurso, mas ao diálogo que deve ser. As pessoas nem tentam mediar a situação e já se agridem, verbalmente ou fisicamente”, disse.
O psicopedagogo aponta ainda a impunidade como um fator potencializador do uso da violência. Ele aconselha aos condutores não reagir a insultos e provocações. “Não podemos tentar fazer justiça com as próprias mãos. É necessário ter controle e respeito ao outro, e caso ocorra um conflito, é necessário acionar a justiça e prestar queixa”, ressaltou.
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