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Redação,Via Certa
Por Rafael Brusque

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Uma realidade que vem trazendo prejuízos há anos para empresas dos Estados Unidos, da Europa e de outros países desenvolvidos, começa a se instalar no Brasil: A falta de motoristas profissionais. As informações foram divulgadas pelo IPTC – Instituto Paulista do Transporte de Carga, em parceria com o SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e São Paulo e Região. Acesse a pesquisa CLICANDO AQUI.

Os dados se referem à uma pesquisa elaborada pelo instituto, que mostra que o número de motoristas habilitados com a Carteira Nacional de Habilitação C, que possibilita a direção de caminhões com peso acima de 3,5 toneladas não articulados, caiu consideravelmente entre 2015 e 2020.

A redução foi de 5,9% ao ano no número de motoristas com CNH C desde 2015, com queda mais acentuada em 2017 e 2018, quando caiu 8,9%. Isso implica em um número superior a 1 milhão de motoristas.

Estados Unidos, que já sofre a anos com a escassez de mão de obra nos transportes, estima que faltam mais de 60 mil motoristas para as transportadoras do país. Se a tendência não se reverter, até 2028 deverão faltar 160 mil profissionais no país.

Na Europa os números também são alarmantes. Faltam 127 mil caminhoneiros no continente, sendo os países mais afetados a Inglaterra, Alemanha e Espanha.

No Brasil, até 2015, o número de motoristas habilitados com a categoria C vinha subindo, cerca de 1,4% ao ano, chegando ao patamar de 5,6 milhões de motoristas habilitados para essa categoria. Em 2020, o número de motoristas habilitados nessa categoria caiu para 4,5 milhões.

Além da redução da emissão e rebaixamento das CNH já emitidas, a idade média dos caminhoneiros no Brasil também é alta. A maioria tem entre 51 a 60 anos de idade. Em 2010 a maioria tinha entre 41 e 50 anos.

Na faixa entre 18 e 21 anos, faixa etária em que normalmente se obtém a CNH C, o número de habilitados caiu 64,1% entre 2010 e 2020.

Além disso, com o fim da crise 2014-2017, o número de motoristas contratados vem subindo consideravelmente, reduzindo a oferta de mão-de-obra disponível no mercado.

Outro ponto a ser considerado é que o número de motoristas que pedem demissão das transportadoras já é o segundo motivo mais declarado nos desligamentos, sendo o primeiro a demissão sem justa causa. Na base das empresas ligadas ao Setcesp, o número de motoristas que pediram demissão em 2019 foi de 2.864, e o número de desligamentos sem justa causa foi de 6.605.

A rotatividade de motoristas entre as empresas também tem causado prejuízos para as transportadoras, para treinamento e adaptação de novos motoristas. Somente em transportadoras de São Paulo, a cifra chega a R$ 18,7 milhões por ano.

Os salários vem subindo ao longo dos anos, com os motoristas CNH C recebendo, em média, R$ 2.064 por mês em 2019, maior valor já registrado. Apesar disso, o interesse na profissão está diminuindo.

O Setcesp também alerta que o Brasil ainda não está vendo essa realidade como um problema até agora, o que pode trazer imensos prejuízos à economia nacional em médio prazo. Estados Unidos e Europa demoraram a se posicionar sobre o assunto, e a falta de caminhoneiros tem afetado negativamente negócios de todos os tipos.

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