A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do lecanemabe para o tratamento da doença de Alzheimer. Inédito no país, o medicamento é um anticorpo monoclonal da classe dos produtos biológicos e passa a integrar as terapias disponíveis para pacientes nas fases iniciais da doença.
De acordo com o registro, o lecanemabe é indicado para adultos com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve ou demência leve decorrentes do Alzheimer, desde que a presença da patologia amiloide seja confirmada. O uso é direcionado a pacientes que não sejam portadores ou que sejam heterozigotos do alelo ε4 da apolipoproteína E, condição genética associada à progressão da doença.
O medicamento deve ser administrado por infusão intravenosa, com duração aproximada de uma hora, a cada duas semanas, conforme orientação médica. O tratamento exige acompanhamento especializado e estrutura adequada para a aplicação.
Com a autorização da Anvisa, o lecanemabe está liberado para distribuição e uso no Brasil. A data de início da comercialização, no entanto, dependerá do laboratório responsável pelo registro do produto no país.
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