Jackeline do Nascimento de Melo, de 26 anos, moradora da zona rural de João Câmara, no Agreste potiguar, convive há mais de dez anos com crises severas de cefaleia.
As dores intensas, que comprometem a rotina e a qualidade de vida da jovem, foram inicialmente diagnosticadas como enxaqueca crônica, o que levou a um acompanhamento médico contínuo ao longo dos anos.
O quadro se agravou em julho de 2025, quando Jackeline sofreu uma crise intensa e chegou a perder a consciência. A partir desse episódio, exames mais detalhados foram solicitados.
Uma ressonância magnética identificou uma grave alteração entre o crânio e a coluna cervical, com risco de progressão. À época do diagnóstico, a lesão estava a cerca de um centímetro de atingir o crânio, distância que, segundo a família, atualmente é ainda menor.
Após avaliação especializada, a paciente recebeu indicação cirúrgica e passou a aguardar o procedimento em um hospital de referência localizado em Natal. A cirurgia chegou a ter uma data prevista para o dia 4 de dezembro de 2025.
No entanto, na véspera, o hospital entrou em contato para informar que a data não era a correta da cirurgia, e sim, a que seria liberada pela SESAP.
Enquanto aguarda uma nova definição, o estado de saúde de Jackeline se agrava. As dores são diárias e cada vez mais intensas, afetando sua capacidade de realizar atividades básicas.
A família também foi informada de que o procedimento segue suspenso devido a problemas técnicos em um equipamento essencial para a cirurgia, utilizado em intervenções no crânio. Desde novembro, há a expectativa de manutenção do aparelho, mas, até o momento, não houve retorno concreto.
Tags
APELO
