PF apreendeu uma grande quantidade de dinheiro em espécie durante Operação - Foto: CGU
A Operação da Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça-feira (27), a Operação Mederi, que investiga esquema criminoso envolvendo contratos públicos para fornecimento de insumos da área da saúde.
Além da prefeitura de Mossoró, outras cinco cidades do Alto Oeste também estão sendo investigadas: Serra do Mel, Tibau, Paraú, São Miguel e José da Penha.
Também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), o prefeito de Sâo Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e secretários de José da Penha. A casa do irmão do prefeito de São Miguel também foi alvo de busca.
Durante as diligências, dinheiro foi apreendido na casa de um dos sócios de uma empresa investigada, a Dismed – Distribuidora de Medicamentos Ltda. Embora a PF ainda não tenha divulgado o valor até o momento, segundo o Blog do BG, a quantia recebida pode chegar a R$ 1 milhão.
A Justiça determinou medidas cautelares diversas para empresários, incluindo pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica por sócios e funcionários das empresas envolvidas.
José da Penha
A Prefeitura de José da Penha negou envolvimento com tais contratos e "considerou que a investigação é algo "comum" e que "mediante irregularidades em um contrato público com a empresa, todos os demais contratos firmados com municípios são alvos de investigação, independentemente de dolo ou culpa por parte dos municípios".
A prefeitura ainda disse que os contratos com a empresa investigada, "dentro da legalidade", e sem "nenhum ilícito", durante os anos de 2023 a 2025, e que vai fornecer todos os contratos com a empresa investigada à PF em um prazo de 30 horas."
Mossoró
A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, também se pronunciou e afirmou não ter envolvimentos com contratos irregulares das empresas e que confia nas garatias constitucionais, na preservação da presunção de inocência.
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