O Laboratório de Perícias Forenses da Polícia Científica do Rio Grande do Norte apresentou, em 2025, um desempenho expressivo na produção de provas técnico-científicas que subsidiam investigações criminais em todo o estado.
De acordo com o levantamento, o laboratório contabilizou 6.208 requisições periciais, distribuídas entre os setores de Química Forense, Toxicologia Forense e Biologia Forense.
O Setor de Química Forense concentrou a maior demanda, com 4.098 exames, especialmente relacionados à análise de substâncias apreendidas. Dentre essas apreensões, 48,6% correspondem à maconha e 42,8% à cocaína. Foi um total de 2,5 toneladas de drogas analisadas.
Já o Setor de Toxicologia Forense realizou 1.840 exames, com destaque para a identificação de drogas de abuso, que representaram 36,4% dos resultados, seguidas por benzodiazepínicos e antidepressivos (20,1%) e analgésicos e anti-inflamatórios (11,7%). Dentro do grupo de drogas de abuso, a cocaína foi a substância mais frequentemente identificada, correspondendo a 84,8% dos casos.
O Setor de Biologia Forense, por sua vez, contabilizou 270 requisições, sendo a maioria relacionada à pesquisa de PSA e espermatozoides (75,6%), exames fundamentais em investigações de crimes contra a dignidade sexual. Também foram realizadas análises para pesquisa de sangue humano (21,1%), além de outros exames especializados.
Os números reforçam a relevância da Polícia Científica para o sistema de justiça criminal, garantindo a produção de provas científicas com rigor técnico, imparcialidade e confiabilidade. A atuação integrada dos setores contribui diretamente para o esclarecimento de crimes, a responsabilização de autores e a promoção da segurança pública no Rio Grande do Norte.
Tags
LEVANTAMENTO
