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| Caso a suspeita seja confirmada, este será o primeiro registro do fungo Candida auris no Rio Grande do Norte. |
O Rio Grande do Norte registrou um caso suspeito do fungo Candida auris, considerado de alto risco, em um paciente internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal.
Os exames iniciais foram realizados no Laboratório Central do Rio Grande do Norte (Lacen) no dia 20 deste mês. No entanto, para a confirmação oficial do diagnóstico, é necessário um novo teste, que será feito em um laboratório de referência em São Paulo.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o paciente tem 58 anos, está em isolamento e recebe acompanhamento médico. Medidas de controle foram adotadas para evitar a transmissão dentro da unidade, com acionamento de protocolos de segurança e monitoramento contínuo por equipes de vigilância em saúde.
Caso a suspeita seja confirmada, este será o primeiro registro do fungo Candida auris no Rio Grande do Norte.
O Candida auris chama a atenção das autoridades sanitárias por apresentar resistência a diversos medicamentos antifúngicos e pela capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies hospitalares, como leitos, equipamentos e mobiliário. Por esse motivo, o fungo é mais comum em ambientes de internação prolongada, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTIs), e afeta principalmente pacientes com o sistema imunológico fragilizado.
De acordo com especialistas, a transmissão ocorre por contato direto com superfícies contaminadas ou entre pessoas dentro do ambiente hospitalar. Não se trata de uma infecção de fácil disseminação fora dessas unidades, o que reduz o risco para a população em geral.
Desde o primeiro registro no Brasil, em 2020, surtos de Candida auris já foram identificados em serviços de saúde da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o país soma 114 casos confirmados.
Em Pernambuco, quatro pacientes internados no Hospital Otávio de Freitas testaram positivo para o fungo em 2025, todos oriundos de unidades de terapia intensiva. Já em São Paulo, o Hospital do Servidor Público Estadual identificou ao menos 15 pessoas que tiveram contato com o chamado “superfungo”, o que levou ao reforço das medidas de vigilância e controle.
A Sesap informou que segue monitorando o caso no RN e destacou que a adoção rápida das medidas de controle é fundamental para evitar a propagação do fungo dentro das unidades de saúde. A pasta reforça que situações como essa exigem atenção constante, preparo técnico das equipes e cumprimento rigoroso dos protocolos de biossegurança.
Veja os sintomas
Os sintomas da infecção por Candida auris podem variar e, muitas vezes, se confundem com outras infecções hospitalares. Entre os principais sinais estão febre persistente, tontura, alterações da pressão arterial, dificuldade para respirar e aceleração do ritmo cardíaco.
