Sesap alerta para risco de intoxicação por ciguatera com aumento do consumo de peixes no RN

Foto: Reprodução


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) divulgou uma nota técnica nesta sexta-feira (23) com orientações para a prevenção de intoxicação por ciguatera, diante do aumento do consumo de peixes no período do verão e da proximidade do Carnaval.

O documento é direcionado a profissionais de saúde, população em geral, pescadores, comerciantes e serviços de alimentação, especialmente nas áreas do litoral potiguar, onde o consumo de pescado tende a crescer.

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes que vivem em áreas de corais e recifes contaminados por ciguatoxinas, substâncias produzidas por microalgas invisíveis a olho nu. As toxinas entram na cadeia alimentar quando peixes menores consomem essas algas e, posteriormente, são ingeridos por peixes maiores e carnívoros.

Segundo a Sesap, as ciguatoxinas são incolores, inodoras e insípidas e não são eliminadas por métodos comuns de preparo, como cozimento, congelamento, salga ou defumação. A toxina permanece ativa mesmo após o preparo do pescado, com maior concentração na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.

Os sintomas costumam surgir entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do peixe contaminado e incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca. Em alguns casos, os sintomas podem persistir por semanas ou meses.

A Sesap informou que não há tratamento específico ou antídoto para a ciguatera. O atendimento é baseado em medidas de suporte e tratamento dos sintomas, como hidratação, analgesia, controle das náuseas e acompanhamento clínico.

Entre as recomendações estão a busca imediata por atendimento de saúde ao surgirem sintomas compatíveis, a informação sobre o consumo de pescado nas últimas 48 horas, a identificação da espécie consumida e a preservação de sobras do alimento, devidamente acondicionadas e congeladas, para eventual coleta pela Vigilância Sanitária. Também é orientado evitar o consumo de peixes associados a relatos de intoxicação, especialmente de procedência desconhecida.

Em caso de dúvidas, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (Ciatox-RN) funciona em regime de plantão 24 horas pelos telefones 0800 281 7005 e WhatsApp (84) 98883-9155.
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