Trump anuncia ataque à Venezuela e retirada de Maduro do país

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na manhã deste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque noturno contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que estava no poder há mais de uma década. Segundo Trump, Maduro foi retirado do país junto com a esposa, Cilia Flores, após uma operação militar de grande escala.

De acordo com o presidente americano, a ação ocorreu após meses de pressão de Washington sobre o governo venezuelano, motivada por acusações de tráfico de drogas e de ilegitimidade eleitoral. Trump fez o anúncio em uma publicação na rede social Truth Social e prometeu divulgar mais detalhes em uma entrevista coletiva marcada para as 11h (horário local), em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, escreveu Trump.

Segundo autoridades americanas ouvidas pela agência Reuters, Maduro foi detido por tropas de elite das forças especiais dos EUA. Caso confirmado, o episódio representaria a intervenção mais direta dos Estados Unidos na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989, quando o então líder Manuel Noriega foi deposto.

O governo dos EUA acusa Maduro de comandar um “narcoestado” e de ter fraudado as eleições do ano passado. Já o líder venezuelano sempre negou as acusações e afirmou que Washington busca controlar as reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo.

Até o momento, o governo da Venezuela não confirmou oficialmente a captura de Maduro. No entanto, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, divulgou um vídeo em tom duro, condenando a presença de tropas estrangeiras no país e convocando a população à resistência.

“A Venezuela livre, independente e soberana rejeita com toda a força essa agressão estrangeira. Hoje cerramos nossos punhos para defender o que é nosso”, declarou.

Durante a madrugada, explosões foram registradas em Caracas e em outras regiões do país, como Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram a presença de aeronaves, clarões no céu e colunas de fumaça, além de quedas de energia em áreas próximas a bases militares. O governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e mobilizou tropas.

Aliados da Venezuela, como Cuba e Irã, condenaram os ataques. Teerã classificou a ação como uma violação da soberania venezuelana e pediu que o Conselho de Segurança da ONU intervenha.

A oposição venezuelana, liderada por Maria Corina Machado, vencedora recente do Prêmio Nobel da Paz, informou que não fará comentários oficiais sobre os acontecimentos neste momento.

Ainda não está claro sob qual base legal os ataques foram realizados. Especialistas em direito internacional já levantam dúvidas sobre a legalidade da operação militar americana.

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