Uma disputa judicial envolvendo o jornalista mineiro Boris Feldman e a montadora chinesa BYD movimenta os bastidores do setor automotivo no Brasil.
O processo foi motivado por declarações feitas por Feldman, que afirmou que a BYD estaria tentando “esconder sua origem chinesa” em campanhas de marketing, com o objetivo de evitar preconceito e reforçar o posicionamento da marca como global e de padrão premium.
A iniciativa judicial tem como base a reportagem intitulada “VP brasileiro da BYD renega origem chinesa da marca”. Segundo os autores do processo, o texto teria cometido ato ilícito ao atribuir à montadora e ao executivo condutas discriminatórias sem respaldo factual.
A publicação partiu de um release enviado à imprensa, no qual Alexandre Baldy declarou que “as pessoas, às vezes por esquecimento, desatenção ou alguma intenção que não vem ao caso, incluem a BYD num grupo geral de ‘as chinesas’, o que absolutamente não corresponde à verdade”.
Após a repercussão, a BYD ingressou com ação contra o jornalista, alegando que as declarações atingem a reputação da empresa.
Boris Feldman, por sua vez, classificou a medida como tentativa de censura e intimidação contra um profissional independente.
O caso reacende o debate sobre os limites entre o direito à crítica e a proteção da imagem de marcas no mercado.
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