Um dos milhões de documentos tornados públicos pelo governo dos Estados Unidos no âmbito das investigações sobre o caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein menciona uma jovem de Natal em uma troca de e-mails datada de 2011.
Epstein foi acusado e condenado por crimes sexuais, incluindo exploração de menores, e seu caso ganhou repercussão internacional após a divulgação de registros judiciais e comunicações relacionadas à sua rede de contatos.
No material agora revelado, o nome da capital potiguar aparece em mensagens trocadas entre Epstein e uma mulher identificada apenas como “Alexia”. O teor dos e-mails indica proximidade entre os dois, com trechos escritos em português. Em uma das mensagens, ela comenta a possibilidade de viajar aos Estados Unidos acompanhada de uma jovem que viveria nos arredores de Natal e teria origem humilde, supostamente para apresentar a garota ao financista. A idade da jovem não é mencionada nos documentos.
“Anexei uma foto que ela tirou para você na noite de Ano-Novo. Você vai adorá-la!”, diz um dos trechos da correspondência divulgada.
Não há, até o momento, confirmação oficial sobre a identidade da jovem citada nem detalhes adicionais sobre eventual viagem ou encontro.
Na mesma troca de e-mails, a mulher identificada como “Alexia” pede dinheiro a Jeffrey Epstein para custear a emissão de passaporte e visto da jovem mencionada anteriormente.
Em outra mensagem, Alexia afirma estar em Natal e sugere que a garota viaje com ela para Nova York. Segundo o conteúdo revelado, a jovem não falaria inglês e nunca teria saído do país. A interlocutora indica que acompanharia a viagem para auxiliá-la.
Investigação
O caso passou a ser acompanhado no Brasil. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para apurar possível conexão do país com a rede ligada ao financista.
Uma denúncia foi registrada no MPF do Rio Grande do Norte, e o caso está sob análise da Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes (UNTC), com sede em Brasília.
Em nota, o MPF informou que não divulgará detalhes porque as investigações tramitam sob sigilo, “dada a sensibilidade do tema e a necessidade de proteção das vítimas”.
Tags
INTERNACIONAL
.jpeg)