Partido Novo pede inelegibilidade de Lula após desfile na Sapucaí


Após o desfile da Acadêmicos de Niterói, neste domingo (15) que homenageou oo presidente Lula (PT), o partido Novo afirmou que vai pedir a inelegibilidade do presidente assim que sua candidatura for formalizada no segundo semestre de 2026, alegando abuso de poder político e econômico e propaganda eleitoral antecipada com recursos públicos. Eduardo Ribeiro, presidente da sigla, classificou o caso como “fato jurídico” e não debate político.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também prometeu ação contra o PT, citando ataques a Bolsonaro e à família. O deputado federal Zucco (PL-RS) anunciou que estudará medidas legais por suposta promoção eleitoral antecipada, abuso nos meios de comunicação e violação de direitos fundamentais.

Na base do governo, o desfile recebeu elogios. O deputado petista Pedro Uczai destacou a encenação da subida de Lula ao Planalto como “ótima ilustração do presidente”, enquanto Paulo Pimenta ironizou as críticas, lembrando que Jair Bolsonaro também foi tema de escola de samba em 2022.

Foto: Alex Ferro/ Riotur


O especialista em direito eleitoral Marlon Reis afirmou que o desfile não configurou ilegalidade, já que a lei exige pedido explícito de voto para caracterizar propaganda antecipada. Lula celebrou o evento nas redes sociais e elogiou a Acadêmicos de Niterói, classificando o Rio de Janeiro como referência mundial do carnaval. A primeira-dama, Janja, disse que optou por não desfilar para evitar perseguição à escola e ao presidente.

O TSE havia rejeitado pedido de liminar do partido Novo para impedir o desfile, argumentando que barrar a apresentação seria censura prévia. No entanto, manteve o processo aberto para avaliar eventuais irregularidades.
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