A poeira do deserto do Saara voltou a alcançar o Brasil nesta semana e já afeta qualidade do ar nos estados das regiões Norte e Nordeste. O fenômeno ocorre quando partículas do Deserto do Saara, no norte da África, são transportadas pelos ventos até a América do Sul.
A expectativa, segundo meteorologistas, é que o fenômeno se intensifique na sexta-feira (27), principalmente, no Nordeste. A poeira deve começar a se dissipar ao longo do fim de semana.
De acordo com especialistas, a massa de ar carregada de poeira deixa o céu mais turvo e eleva os níveis de partículas suspensas na atmosfera. Além do Brasil, áreas da América Central e do Caribe também devem registrar efeitos nos próximos dias.
O Saara é considerado o maior deserto quente do planeta e a principal fonte de poeira mineral do mundo. As partículas, extremamente finas, atravessam o Oceano Atlântico impulsionadas por correntes de ar em altitude.
Poeira do deserto do Saara chega ao Brasil
Esse tipo de transporte atmosférico é monitorado quase todos os anos por equipamentos instalados na Amazônia. Embora, reduza a qualidade do ar, a poeira também exerce papel ambiental relevante, pois carrega minerais como fósforo e ferro, que contribuem para a fertilização do solo e da vegetação.
Por outro lado, o tamanho reduzido das partículas, cerca de 2,5 micrômetros, facilita a inalação. Elas podem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. Além disso, interferem na formação de nuvens e alteram temporariamente as condições atmosféricas.
Impactos na saúde
Autoridades de saúde alertam para possíveis irritações nos olhos e nas vias respiratórias durante o período de maior concentração. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma, rinite e alergias, formam o principal grupo de risco.
Por isso, especialistas recomendam evitar atividades ao ar livre nos dias mais críticos, principalmente, enquanto os índices de partículas permanecerem elevados.
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