Menos de 24 horas após anunciar uma tarifa global de 10% em resposta a uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou, no sábado (21), a elevação da sobretaxa para 15%.
De acordo com comunicado da Casa Branca divulgado na sexta-feira (20), a nova alíquota entra em vigor à meia-noite da próxima terça-feira (24).
Para adotar a medida, Trump recorre à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza a aplicação de tarifas emergenciais, mas estabelece o limite máximo de 15%. Com isso, o percentual anunciado representa o teto permitido pela legislação.
No mesmo comunicado, o governo norte-americano informou que alguns produtos ficarão isentos da sobretaxa. Entre eles estão:
- Minerais críticos específicos, metais utilizados em moedas e lingotes, além de energia e produtos energéticos;
- Recursos naturais e fertilizantes que não podem ser cultivados, extraídos ou produzidos nos Estados Unidos;
- Produtos agrícolas, como carne bovina, tomates e laranjas;
- Produtos farmacêuticos e seus insumos;
- Componentes eletrônicos;
- Veículos de passageiros, caminhões leves e pesados, ônibus e autopeças;
- Produtos do setor aeroespacial;
- Materiais informativos, como livros, além de doações e bagagens acompanhadas.
Para diversos países, a nova taxa de 15% é considerada menos severa do que percentuais aplicados anteriormente em disputas comerciais. Ainda assim, a medida pode gerar impactos distintos entre setores da economia global, beneficiando algumas indústrias enquanto pressiona exportadores e cadeias produtivas internacionais.
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