A vereadora de Natal Thabatta Pimenta (PSOL) colocou seu nome à disposição para disputar o Senado em 2026, mas condicionou a candidatura à construção de uma unidade entre os partidos de esquerda no Rio Grande do Norte. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), após a governadora Fátima Bezerra (PT) decidir permanecer no cargo até o fim do mandato e desistir da disputa.
Segundo Thabatta, o novo cenário exige diálogo entre as forças progressistas para definir um nome competitivo. “Essa cadeira precisa ser da esquerda. Se for um entendimento de todo mundo, por que não?”, afirmou. Apesar disso, ela reforçou que sua pré-candidatura principal segue sendo para deputada federal e que qualquer mudança dependerá de consenso. “Eu não quero entrar para dividir. Só faria sentido se fosse uma candidatura de unidade”, disse.
Com a saída de Fátima da corrida eleitoral, o PT mantém a intenção de disputar uma das vagas ao Senado. Entre os nomes cotados estão a deputada federal Natália Bonavides e a vereadora Samanda Alves, que também preside o partido no estado.
Thabatta destacou que a definição deve levar em conta a viabilidade eleitoral e o cenário político, em articulação com partidos aliados como PT, PCdoB, PV, PDT e PSB, além da possível aproximação com PSOL e Rede.
Mais do que a disputa ao Senado, a vereadora defendeu como prioridade o fortalecimento da bancada de esquerda no Congresso Nacional. Ela ainda criticou o atual parlamento e afirmou que é necessário ampliar o número de deputados federais alinhados ao campo progressista. Nesse contexto, seu nome também segue sendo trabalhado para a Câmara Federal, como parte de uma estratégia mais ampla de crescimento político do grupo.
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