O Rio Grande do Norte está entre os estados que registraram aumento nos preços dos combustíveis nas distribuidoras, segundo entidades do setor. Diante da situação, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise possíveis irregularidades nos reajustes.
Em Natal, o preço da gasolina subiu e já ultrapassa R$ 7,19 em alguns postos neste mês de março de 2026. O valor médio praticado na capital potiguar varia, com registros de preços menores em torno de R$ 6,55. A alta é atribuída a tensões internacionais no mercado de petróleo e a reajustes na refinaria Clara Camarão, localizada no estado.
O pedido de análise ao Cade foi feito após declarações de sindicatos do setor, entre eles o Sindipostos-RN, informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos alegando aumento no preço internacional do petróleo, associado ao conflito no Oriente Médio. Além do RN, também foram relatados aumentos no Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou reajuste nos preços praticados em suas refinarias. Por isso, a Senacon solicitou ao Cade que verifique se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, como possível alinhamento de preços entre concorrentes.
Paralelamente, o Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis. A iniciativa reúne órgãos reguladores e agentes do setor para avaliar a cadeia de fornecimento e a logística de distribuição.
Segundo o ministério, a medida busca intensificar o monitoramento das cadeias globais de derivados de petróleo, principalmente diante da instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.
O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar medidas para garantir a segurança energética e a normalidade no fornecimento de combustíveis no Brasil. Apesar do cenário internacional, o governo afirma que a exposição direta do país ao conflito é considerada limitada, já que o Brasil é exportador de petróleo bruto e importa apenas parte dos derivados consumidos internamente, principalmente diesel.
Com informações da Agência Brasil
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