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Localizado na divisa dos municípios de Mossoró e Baraúna, o sítio arqueológico Abrigo do Letreiro, no Parque Nacional da Furna Feia, ganhou destaque nacional ao servir de cenário para cenas da novela da Globo “Nobreza do Amor”, nova produção da faixa das 18h. A escolha evidencia uma das paisagens mais singulares do interior potiguar, marcada por formações rochosas e registros históricos preservados.
As gravações reforçam o potencial do parque como destino turístico e cultural. Criada para proteger um dos maiores conjuntos de cavernas do Nordeste, a unidade abriga dezenas de cavidades naturais, além de sítios arqueológicos com pinturas rupestres e rica biodiversidade da caatinga.
Outra novidade é que o Abrigo do Letreiro deve ser aberto à visitação turística em breve. A liberação ocorre após a aprovação do Plano de Manejo Espeleológico, que estabelece regras para o uso sustentável das cavernas e áreas sensíveis, garantindo a preservação ambiental aliada ao turismo.
Ao lado da Caverna Furna Nova, o abrigo passa a integrar um novo roteiro dentro do parque, aberto à visitação em 2025. A proposta é diversificar a oferta turística do Rio Grande do Norte, tradicionalmente concentrada no litoral, incluindo experiências de ecoturismo, aventura e contato com a natureza.
Com a visibilidade gerada pela televisão e a estruturação das visitas, a expectativa é de aumento no fluxo de turistas, com impacto positivo na economia local e fortalecimento do parque como destino de natureza no Nordeste.
A produção também conta com a participação dos atores potiguares César Ferrário e Quitéria Kelly.
No estado, as gravações passaram por cenários como as Dunas do Rosado, Maracajaú e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, além de municípios como Areia Branca, Mossoró, Tibau do Sul, Parnamirim e Natal.
O Parque
O Parque Nacional da Furna Feia possui aproximadamente 8.500 hectares de área preservada, abrigando uma rica biodiversidade da Caatinga, 218 cavernas catalogadas, espécies ameaçadas de extinção e importantes sítios arqueológicos, como o Lajedo em Pé e o Abrigo do Letreiro, que guarda pinturas rupestres milenares.
O nome provém da maior caverna encontrada no Parque, a Caverna Furna Feia, que era chamada assim pelos comunitários do seu entorno por ser escura, profunda, cheia de abismos e animais que causam medo, como morcegos, aranhas e suindaras (corujas conhecidas também como “rasga-mortalha”). Depois de catalogada, decidiu-se que o nome se manteria.