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| Ex-presidente está internado na UTI do Hospital DF Star em tratamento de uma broncopneumonia - Foto: Reprodução |
O cardiologista Leandro Echenique disse, na última sexta-feira (13), que o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é estável, mas ainda há risco de vida. Em entrevista a jornalistas, o médico explicou que uma “infecção pode trazer uma série de complicações”.
“No caso dele, com todas as medidas instituídas, esse risco foi reduzido, mas ainda há, sem dúvida nenhuma”, declarou Echenique.
O médico informou que Bolsonaro está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em tratamento para broncopneumonia, com aplicação de antibiótico na veia, e para as comorbidades prévias.
Echenique disse que ainda não há previsão de alta, porque, em razão da gravidade da doença, da idade do ex-presidente e o histórico de saúde dele, os cuidados serão “mais prolongados”.
O cardiologista disse que Bolsonaro chegou ao hospital com falta de ar e saturação de 80%, mas não houve necessidade de intubação. O quadro atual de pneumonia é mais grave do que os anteriores. Segundo o médico, ambos os pulmões do ex-presidente foram afetados pela infecção.
O médico-chefe da equipe cirúrgica do Hospital DF Star, Claudio Birolini, informou que a pneumonia de Bolsonaro foi causada por aspiração. Ou seja, por o ex-presidente apresentar constantes quadros de refluxo, o líquido foi aspirado pelos pulmões.
O cardiologista Brasil Caiado destacou a rapidez com que o quadro de infecção evoluiu. Segundo o médico, Bolsonaro começou a sentir os primeiros sintomas por volta das 2h. Em torno das 8h, quando foi atendido no Hospital DF Star, os pulmões já apresentavam um elevado grau de comprometimento.
No início da manhã desta sexta-feira, Bolsonaro foi encaminhado para o Hospital DF Star, em Brasília. Ele chegou à unidade de saúde por volta das 8h50, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Em publicação no X (ex-Twitter), o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comunicou que o pai acordou com calafrios e “vomitou bastante”.
Depois de visitar Bolsonaro, Flávio falou com jornalistas na saída do Hospital DF Star. O senador voltou a cobrar a concessão de prisão domiciliar humanitária ao pai.
O parlamentar disse que o ambiente no qual o capitão da reserva está detido, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), contribui para a piora do quadro.
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Saúde
