A BA.3.2 possui um número elevado de mutações na proteína Spike, o que pode explicar a maior capacidade de driblar a resposta imunológica - Foto: NIAD
Uma nova variante do coronavírus, identificada como BA.3.2, já foi registrada em pelo menos 23 países e tem chamado a atenção por apresentar maior capacidade de escapar dos anticorpos. Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que não há evidências de que a cepa cause casos mais graves ou reduza a proteção das vacinas contra hospitalizações e mortes.
A linhagem foi detectada pela primeira vez na África do Sul, em 2024, e voltou a crescer em circulação a partir do fim de 2025, com aumento de casos em países europeus como Alemanha, Holanda e Dinamarca. Até o momento, não há registro da variante no Brasil.
Segundo especialistas, a BA.3.2 possui um número elevado de mutações na proteína Spike, o que pode explicar a maior capacidade de driblar a resposta imunológica. Ainda assim, não há confirmação de que ela tenha vantagem de transmissão suficiente para se tornar dominante.
No Brasil, a vacinação contra a Covid-19 segue focada em grupos prioritários, como gestantes, idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A orientação das autoridades de saúde é manter o esquema vacinal atualizado, principal medida para evitar formas graves da doença.