O papa Leão XIV fez duras críticas ao uso da religião como justificativa para conflitos armados, em declarações que muitos interpretam como uma resposta indireta ao governo de Donald Trump.
Durante a missa de Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, o pontífice afirmou que Deus não acolhe preces de quem promove guerras. “Ele não escuta as orações daqueles que fazem guerra, mas as rejeita”, disse diante dos fiéis, ao dar início à sua primeira Semana Santa como líder da Igreja Católica.
Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV reforçou que Deus “rejeita a guerra” e não pode ser invocado para legitimá-la. Em sua fala, também mencionou o bispo italiano Antonio (Tonino) Bello, conhecido por sua atuação pacifista e por críticas à Guerra do Golfo (1990–91).
As declarações acontecem em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e contrastam com posicionamentos recentes do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que utilizou trechos bíblicos para sugerir apoio divino a ações militares contra o Irã.
A celebração de Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa e recorda a entrada de Jesus em Jerusalém. No Vaticano, a cerimônia começou com a tradicional procissão de ramos, conforme a narrativa bíblica.
Já em Jerusalém, a procissão — que costuma reunir milhares de pessoas — não foi realizada neste ano devido ao conflito na região. Em comunicado, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, lamentou o cancelamento e afirmou que, por causa da guerra, não foi possível manter a tradicional peregrinação quaresmal na cidade.
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