Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
A prévia da inflação de março, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,44%, desacelerando em relação aos 0,84% registrados em fevereiro. O resultado também ficou abaixo do observado em março do ano passado (0,64%). Em 12 meses, o índice acumula alta de 3,9%, dentro da meta do governo.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo IBGE.
Todos os nove grupos pesquisados apresentaram alta, com destaque para alimentação e bebidas, que subiram 0,88% e tiveram o maior impacto no índice. Dentro desse grupo, os preços da alimentação no domicílio avançaram 1,10%, puxados por itens como açaí, feijão-carioca, ovos, leite e carnes.
Grupo de Preços
- Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)
- Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)
- Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)
- Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)
- Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)
- Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)
- Educação: 0,05% (0,00 p.p.)
- Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)
A alimentação fora de casa também subiu, com alta de 0,35% no mês.
Entre os itens individuais, as passagens aéreas tiveram a maior pressão de alta, com aumento de 5,94%. Já os combustíveis, na média, registraram leve queda de 0,03%, com recuos no gás veicular, etanol e gasolina, enquanto o diesel subiu.
Os preços dos combustíveis seguem sob atenção por causa do cenário internacional, especialmente os impactos da guerra no Irã sobre o mercado de petróleo.
O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial e utiliza metodologia semelhante à do IPCA, que serve de referência para a meta de inflação do governo.