A funcionária, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, de 44 anos, foi abordada por seguranças ainda dentro da unidade - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Uma técnica de enfermagem foi presa em flagrante na tarde de sábado (28) ao tentar sair com um recém-nascido do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal. A funcionária, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, de 44 anos, foi detida por seguranças ainda dentro da unidade.
O bebê havia nascido poucas horas antes, enquanto a mãe permanecia desacordada no pós-operatório. Ao ser abordada, a técnica afirmou que a situação se tratava de uma “brincadeira”.
De acordo com o relato de uma vigilante à polícia, a profissional foi vista deixando o setor obstétrico em atitude suspeita. Mesmo após ser chamada, ela continuou caminhando, sendo contida com o apoio de outra segurança. Questionada, revelou que carregava um bebê e chegou a dizer que a ação seria um “teste” para avaliar a vigilância do hospital.
Após o ocorrido, a equipe de segurança acionou a supervisão e registrou a ocorrência. Ainda segundo os relatos, a técnica demonstrou abalo emocional, chorou e pediu desculpas, alegando problemas pessoais.
O superior da funcionária informou à polícia que técnicos de enfermagem não têm autorização para retirar recém-nascidos sem acompanhamento médico e da enfermagem responsável.
Eliane negou intenção de sequestrar a criança e afirmou que estava de plantão e que, após atender um bebê com hipoglicemia, comentou em tom de brincadeira com uma colega se conseguiria sair com o recém-nascido sem ser questionada. Disse ainda que caminhou apenas alguns metros dentro do hospital e retornou em seguida, entregando o bebê à mãe.
Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil do Distrito Federal indiciou a técnica por subtração de incapaz.
Na audiência de custódia realizada no domingo (29), a Justiça concedeu liberdade provisória à investigada, impondo medidas cautelares. Ela está proibida de acessar unidades neonatais, maternidades, centros obstétricos e berçários, além de ter que manter distância mínima de 300 metros do hospital. Também não pode manter contato com a mãe da criança nem com testemunhas do caso.
A investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias e a real intenção da ação.