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| Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro - Foto: Reprodução |
A morte da jovem Zaira Cruz, de 22 anos, durante o carnaval de 2019 em Caicó, voltou a repercutir após uma decisão da Justiça que concedeu progressão de regime ao policial militar Pedro Inácio, condenado pelo crime.
O réu deixou o sistema prisional nesta segunda-feira (16), após autorização para cumprir o restante da pena em regime semiaberto. A decisão gerou reação da família da vítima.
A progressão de regime foi concedida mesmo com parecer contrário do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que havia solicitado a realização de exame criminológico para avaliar se o condenado estava apto a deixar o regime fechado.
A defesa de Pedro Inácio argumentou que ele já cumpria os requisitos legais, como o cumprimento da fração mínima da pena, 560 dias de remição, bom comportamento carcerário e ausência de faltas disciplinares. O magistrado entendeu que os critérios previstos na legislação foram atendidos e autorizou a mudança de regime.
O caso teve grande repercussão no estado. Após a conclusão do processo, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.
A mãe de Zaira, Ozanete Dantas, Em um desabafo emocionado, expressou indignação, revolta e tristeza ao comentar a soltura de Pedro Inácio, condenado pela morte da filha.
Ela afirmou que sente “muita raiva” ao saber que o responsável pelo crime está em liberdade. Segundo a mãe, apesar da condenação, ele não cumpriu a pena em regime fechado como esperado. “A lei condenou, mas ele não foi para a cadeia. Ficou em um local onde já estava há anos”, disse.
A mulher também destacou o sofrimento pela perda da filha, que morreu há sete anos. Ela lembrou que, recentemente, a jovem completaria 30 anos. “Quem perdeu fui eu. Minha filha está enterrada, enquanto quem cometeu esse crime está solto”, declarou.
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