Pollyana Nataluska Costa de Medeiros - Foto: Reprodução
O júri popular dos acusados pelo assassinato da comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros tem início nesta segunda-feira (27), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. A jovem foi morta em 2021, aos 22 anos. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o julgamento ocorre com acesso restrito ao público.
O caso retorna ao plenário após uma interrupção anterior causada por um imprevisto. Em outubro de 2025, a sessão foi suspensa depois que um dos jurados sofreu um infarto. Com isso, todos os atos realizados até então foram anulados, sendo necessária a remarcação do julgamento desde o início.
O júri irá avaliar a responsabilidade de seis pessoas acusadas de participação no crime. Entre os réus está Paloma Nataluska Costa de Medeiros, irmã da vítima, apontada pelo Ministério Público como autora intelectual do homicídio.
As investigações da Polícia Civil indicam que o crime foi planejado. A principal linha de apuração descartou qualquer envolvimento da vítima com atividades ilícitas e apontou como motivação uma disputa por herança, estimada em cerca de R$ 2 milhões.
Relembre o caso
Pollyana Nataluska foi assassinada no dia 18 de maio de 2021, por volta das 10h, dentro da loja de materiais de construção onde trabalhava, localizada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal.
De acordo com a investigação, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. Um deles abordou a comerciante nos fundos do estabelecimento e efetuou um único disparo na nuca. Após o crime, a dupla fugiu sem levar nenhum pertence, reforçando a hipótese de execução.
Na época, a polícia colheu depoimentos que indicavam que a vítima vinha sofrendo ameaças de morte. Testemunhas relataram que Pollyana estava envolvida em um conflito familiar relacionado à divisão de bens deixados pelos pais adotivos, incluindo imóveis, veículos e pontos comerciais.
A disputa pela herança, iniciada anos antes, teria intensificado os desentendimentos entre familiares, especialmente entre a vítima e a irmã apontada como mandante do crime.
Com a retomada do julgamento, a expectativa é de que o caso, que causou grande repercussão, tenha um desfecho na Justiça. Ainda não há definição sobre a duração do júri, que deverá ouvir réus, testemunhas e reunir os argumentos da acusação e da defesa nos próximos dias.