| Ângelo Denicoli, major da reserva, em Vila Velha (ES); Giancarlo Rodrigues, subtenente, em Brasília; e Guilherme Almeida, tenente-coronel, também na capital federal - Foto: Reprodução/Redes sociais |
O Exército Brasileiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Foram presos Ângelo Denicoli, em Vila Velha (ES), além do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, em Brasília. Os dois últimos estão detidos no Batalhão de Polícia do Exército, na capital federal.
O coronel Reginaldo Vieira de Abreu, também condenado no processo, não foi localizado e é considerado foragido.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os militares utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos, além de produzir e disseminar informações falsas contra o sistema eleitoral, instituições democráticas e autoridades.
As penas definidas pelo STF variam entre 13 anos e 15 anos e 6 meses de prisão. Giancarlo Rodrigues foi condenado a 14 anos; Guilherme Marques de Almeida, a 13 anos e 6 meses; e Ângelo Denicoli, a 15 anos e 6 meses.
Os crimes incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A defesa de Guilherme Marques de Almeida informou que ele foi preso na manhã desta sexta e aguarda o julgamento de recurso. As defesas dos demais citados não foram localizadas até a última atualização.
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