Seis réus são condenados por assassinato de jovem em Natal; entre eles irmã e cunhado da vítima

Foto: Reprodução


Seis réus foram condenados pelo assassinato de Pollyana Nataluska, de 22 anos, em julgamento concluído na madrugada desta quinta-feira (30), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal, após sessão iniciada na segunda-feira (27). Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma disputa por herança.

Foram considerados culpados Luciano Cabral de Souza, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, Alcivan Bernardo da Silva, João Paulo Rocha, Josivan Pereira da Silva e Orklisthye Mayklie Moronel Matias de Oliveira. Cinco deles foram condenados por homicídio duplamente qualificado, enquanto um recebeu condenação por homicídio qualificado.

As penas variam entre 14 anos e 3 meses e 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, todas a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.

Veja abaixo quem é quem e as penas impostas pela Justiça:

  • Paloma Nataluska Costa de Medeiros, irmã da vítima e apontada como uma das mandantes: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • Luciano Cabral de Souza, cunhado da vítima e também apontado como mandante: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • Josivan Pereira da Silva, sargento da Polícia Militar procurado pelo casal mandante para contratar executores: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • Alcivan Bernardo da Silva, apontado como piloto da motocicleta usada no crime: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão.
  • João Paulo Rocha, garupa da moto e autor dos disparos: 14 anos e 3 meses de reclusão.
  • Orklithye Mayklie Moronel Matias de Oliveira, proprietário da motocicleta usada no crime: 14 anos e 3 meses de reclusão.

Todos deverão cumprir pena inicialmente em regime fechado.

A defesa de Paloma Nataluska e Luciano Cabral informou que pretende recorrer da decisão, com pedido de anulação do júri.

Relembre o caso

Pollyana Nataluska, de 22 anos, foi morta a tiros em maio de 2021 dentro de uma loja de material de construção, na Zona Norte de Natal, da qual era proprietária. Segundo testemunhas, dois homens chegaram de moto, retiraram a vítima do interior do estabelecimento e a executaram nos fundos do local.

O caso foi investigado pela Polícia Civil na Operação Off Road e resultou na denúncia dos envolvidos pelo Ministério Público do RN. De acordo com as apurações, o crime teria sido motivado por uma disputa de herança.

Os acusados chegaram a ser presos durante as investigações, mas respondiam ao processo em liberdade. O julgamento teve início em outubro de 2025, foi interrompido e retomado nesta semana, resultando na condenação de seis réus.

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