Morre aos 73 anos o cantor e compositor potiguar Gilson Vieira, autor de “Casinha Branca”

Foto: Reprodução/

O cantor e compositor potiguar Gilson Vieira da Silva morreu neste sábado (30), aos 73 anos, em Minas Gerais. Natural de Macau, no Rio Grande do Norte, o artista alcançou projeção nacional com a canção “Casinha Branca”, lançada no fim da década de 1970 em parceria com Joran. Gilson estava internado nas últimas semanas por problemas de saúde, mas a causa da morte não foi divulgada pela família.

Gravada inicialmente pelo próprio compositor, “Casinha Branca” tornou-se um dos maiores sucessos de sua carreira e um clássico da música brasileira. A consagração veio em 1979, quando a canção integrou a trilha sonora da novela Marrom Glacê, da TV Globo. A música permaneceu por cerca de um ano entre as mais executadas do país e, ao longo das décadas, foi regravada por diversos artistas, entre eles Maria Bethânia e Fábio Jr., consolidando-se como parte da memória afetiva de gerações de brasileiros.

Além do maior sucesso de sua carreira, Gilson deixou um legado de composições que marcaram a música nacional. Entre elas estão “Verdade Chinesa”, escrita em parceria com Carlos Colla e eternizada na voz de Emílio Santiago; “Fim de Solidão”, gravada por José Augusto; e “I Love You”, sucesso interpretado pela cantora Adriana.

Ao longo de sua trajetória artística, lançou os álbuns Vitrine (1980), Encontro Casual (1987) e Tempo Bom (1991). Gilson viveu parte da infância entre Macau e Natal antes de se mudar para o Rio de Janeiro, aos 14 anos, para seguir carreira na música.

Nos últimos anos, residia no distrito de Boa Família, em Muriaé (MG). O sepultamento está marcado para as 17h deste sábado, na cidade de Miraí (MG).

Com uma obra marcada pela sensibilidade e pelo romantismo, Gilson Vieira deixa um legado importante para a música popular brasileira, eternizado principalmente pelo sucesso de “Casinha Branca”, uma das canções mais lembradas de sua geração.

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