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| Presidente disse que não houve discussão sobre a classificação de facções como terrorismo durante reunião com Trump - Foto: Ricardo Stuckert / PR |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicou, em coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira (7), após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propôs a criação de um grupo de trabalho para combater o crime organizado.
"Eu disse para ele [Trump] que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, da América Latina, quiçá com todos os países do mundo, para a gente criar um grupo forte de combate ao crime organizado", detalhou Lula.
Lula reforçou a importância de uma cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado e destacou que o tema precisa ser tratado de forma conjunta entre os países.
Segundo o petista, o Brasil possui experiência acumulada no combate a diferentes modalidades criminosas e poderia contribuir com outras nações em uma articulação mais ampla.
"É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos. E o Brasil tem expertise. Tem uma extraordinária Polícia Federal, tem muita experiência no combate às drogas, ao tráfico de armas. E é importante saber que parte das armas que chegam no Brasil saem dos EUA. É importante saber que tem lavagem de dinheiro que é feita em estados americanos. Se a gente souber isso e colocar a verdade em torno da mesa e criar um grupo de trabalho para trabalhar juntos, podemos resolver em anos aquilo que não se resolveu em séculos. Ou a gente pode resolver em décadas aquilo que não se resolveu em séculos", explicou Lula.
Ainda segundo Lula, durante a reunião, não foi discutida a possibilidade de os Estados Unidos rotularem facções criminosas como o PCC, ou o Comando Vermelho, como grupos terroristas.
"Não foi discutido isso [classificar CV e PCC como organizações terroristas]. Esse negócio de dizer que as facções tomaram os territórios das cidades, temos que dizer ao povo brasileiro que o território de um bairro, das cidades, não é de facção criminosas".
"Se os Estados Unidos quiserem compartilhar e participar conosco, estará convidado", completou.
O encontro
Lula se reuniu com Donald Trump, na Casa Branca, nesta quinta-feira. O encontro durou cerca de três horas, com participação de ministros de ambos os países.
Após o almoço, Trump publicou em sua rede social, que a reunião com "o presidente dinâmico do Brasil" correu "muito bem".
Segundo Trump, os dois discutiram diversos temas, incluindo, comércio e tarifas. O presidente dos Estados Unidos também afirmou que novas reuniões devem ser agendadas nos próximos meses, conforme a necessidade.
Lula, por sua vez, compartilhou uma série de fotos com o presidente americano, inclusive, em visita pela Casa Branca. Ele disse que a reunião foi "muito produtiva".
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