As mortes do empresário Paulo César Farias, o PC Farias, e de sua namorada, Suzana Marcolino, completam 30 anos nesta terça-feira (23) sem uma conclusão definitiva da Justiça. O caso, ocorrido em 1996 na praia de Guaxuma, em Maceió, permanece como um dos maiores mistérios da história política brasileira.
Figura central do escândalo que resultou no impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias foi encontrado morto ao lado de Suzana na madrugada de 23 de junho de 1996. À época, a investigação apontou a hipótese de crime passional seguido de suicídio.
Anos depois, novas perícias e reanálises da cena do crime passaram a contestar essa versão inicial. Parte dos especialistas e investigadores passou a defender a tese de duplo homicídio, o que abriu uma longa disputa técnica e jurídica sobre o caso.
Em 2013, quatro seguranças que trabalhavam na residência onde ocorreram as mortes chegaram a ser levados a júri popular. O tribunal reconheceu que Suzana não teria cometido homicídio nem tirado a própria vida, mas os réus foram absolvidos e ninguém foi condenado pelas mortes.
O processo foi encerrado em definitivo em 2019, sem responsabilização criminal. Desde então, o caso permanece sem solução judicial e cercado de versões divergentes.
Três décadas depois, familiares, investigadores e pessoas ligadas ao episódio ainda apresentam interpretações diferentes sobre o que ocorreu naquela madrugada. A falta de uma resposta conclusiva mantém o caso vivo no debate jurídico, policial e político no país.
Nos últimos anos, o episódio voltou a ganhar repercussão com documentários e produções audiovisuais que revisitam os bastidores do governo Collor e os personagens envolvidos. Ainda assim, as mortes de PC Farias e Suzana Marcolino seguem cercadas de dúvidas e controvérsias.