Destinada por meio de emenda parlamentar da senadora Zenaide Maia, a nova unidade móvel do Hemocentro de Mossoró, na região Oeste potiguar, adquirida com investimento de R$ 2,5 milhões, segue sem entrar em operação mesmo após cerca de seis meses de disponibilidade.
A situação foi alvo de cobrança do vereador Ozaniel Mesquita, vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, que alertou para os prejuízos causados à população pela demora na liberação do equipamento.
O veículo foi adquirido justamente para ampliar a captação de sangue por meio de ações itinerantes em empresas, escolas, instituições e municípios da região.
Atualmente, o Hemocentro de Mossoró não dispõe de nenhuma unidade móvel em funcionamento, o que limita as campanhas externas e dificulta a reposição dos estoques de sangue, serviço considerado essencial para hospitais e pacientes que dependem de transfusões.
Segundo Ozaniel, a falta de emplacamento impede que um equipamento já custeado com recursos federais destinados por Zenaide Maia cumpra sua finalidade social.
“Estamos aguardando há seis meses o emplacamento da unidade móvel e a população está sofrendo com a falta de captação de sangue”, afirmou.
A cobrança reforça o contraste entre a garantia dos recursos para a aquisição do veículo e a demora para sua efetiva entrega à população.
Embora, a emenda parlamentar tenha viabilizado a compra da estrutura, o equipamento permanece fora de operação, impedindo que o benefício chegue a quem mais precisa.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou à imprensa que a unidade móvel será entregue no próximo dia 17, mesmo após seis meses da chegada da unidade.
O órgão informou ainda que só após a inauguração, o veículo seguirá para Mossoró.
Até lá, a necessidade do banco de sangue continua com dificuldade de captação para repor os estoques que se encontram em situação crítica.
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