Fundador da A2 Trader, investigado por golpes financeiros, é capturado em Parnamirim

Durante a abordagem, Kleyton apresentou um documento de identidade falso - Foto: Reprodução


Kleyton Alves Pinto, fundador da A2 Trader, empresa investigada por suposto envolvimento em um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas, foi capturado pela Guarda Municipal de Parnamirim, na última sexta-feira (5). 

Segundo a corporação, ele era considerado foragido da Justiça e é investigado por suposto envolvimento em golpes financeiros praticados em diversos estados do país.

De acordo com a Guarda Municipal, durante a abordagem, Kleyton apresentou um documento de identidade falso, na tentativa de ocultar sua verdadeira identificação. Porém, após a verificação dos dados, os agentes confirmaram sua identidade e constataram a existência de pendências judiciais em nome dele.

Em seguida, ele foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim, onde foram realizados os procedimentos cabíveis. O caso foi comunicado à Justiça.

Kleyton é apontado como fundador da A2 Trader, empresa que tinha sede em Natal e ganhou notoriedade ao prometer altos rendimentos em investimentos ligados ao mercado de criptomoedas. A companhia fechou as portas no fim de 2019.

A empresa atraiu investidores de diferentes estados, mas interrompeu as atividades após relatos de atrasos nos pagamentos e dificuldades para saques.

O caso passou a ser investigado por órgãos de fiscalização e pelo Ministério Público em diferentes estados. Entre as apurações está uma ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público da Bahia, que pede a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$: 5 milhões por danos morais coletivos e a restituição dos valores aos investidores que alegam ter sido prejudicados.

De acordo com os autos do processo, a empresa prometia investimentos em criptomoedas com supostos rendimentos diários de 4% sobre o aporte ou de 60% em apenas 40 dias. O modelo de negócio é investigado por suspeita de operar como esquema de pirâmide financeira.

Além da Bahia, o caso também é alvo de investigação no Rio Grande do Norte e de análises por órgãos de fiscalização do mercado financeiro. Os processos e procedimentos relacionados ao caso continuam em tramitação.

Kleyton foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia Civil de Parnamirim - Foto: Reprodução


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