Pesquisa do Procon Natal aponta diferenças de até 182% nos preços de medicamentos

Foto: Alessandro Marques/Procon Natal


Uma pesquisa realizada pelo Procon Natal identificou diferenças de até 182% nos preços de medicamentos vendidos em farmácias e drogarias da capital potiguar. O levantamento tem como objetivo orientar os consumidores na busca por preços mais acessíveis, especialmente após o reajuste de 2,47% autorizado pelo Governo Federal para o setor.

Ao todo, o estudo avaliou 31 medicamentos, entre produtos de referência, similares e genéricos, incluindo analgésicos, antibióticos, anti-inflamatórios, antialérgicos e anti-hipertensivos. Os preços analisados correspondem aos valores de balcão, sem descontos de programas de fidelidade ou convênios.

Entre os destaques da pesquisa está o Albendazol 400 mg, medicamento utilizado no tratamento de verminoses e outras infecções causadas por parasitas. O produto apresentou variação de até 182,32% entre diferentes marcas e laboratórios, com preços entre R$ 3,79 e R$ 10,70.

Outro exemplo foi o Alegra 60 mg, medicamento antialérgico indicado para aliviar sintomas como espirros, coceira e rinite alérgica. O produto foi encontrado por valores entre R$ 21,45 e R$ 50,18, uma diferença de R$ 28,73 entre os estabelecimentos pesquisados.

Já o Diclofenaco de Sódio 100 mg, anti-inflamatório utilizado para o tratamento de dores e inflamações, registrou redução média de 18,65% em relação ao ano passado. O medicamento foi encontrado por preços a partir de R$ 3,55.

Segundo o Procon Natal, a pesquisa reforça a importância de comparar preços antes da compra, já que um mesmo medicamento pode apresentar diferenças significativas de valor dependendo da farmácia escolhida.

A consulta completa com os preços, médias e variações pode ser acessada no portal do Procon Natal. O órgão também disponibiliza atendimento ao consumidor para orientações e registro de reclamações relacionadas às relações de consumo.

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 29 de maio em 45 farmácias e drogarias distribuídas pelas quatro regiões de Natal. Para a análise final, o Procon considerou 29 estabelecimentos que possuíam em estoque mais de 50% dos medicamentos incluídos na pesquisa.

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