A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) detalhou, nesta terça-feira (17), as ações que levaram à prisão de dois suspeitos de participação no atentado contra o vereador Cabo Deyvison (PL), ocorrido em Mossoró. Durante coletiva de imprensa, as autoridades informaram que um PIX de R$ 10 mil encontrado em um dos celulares apreendidos passou a integrar a linha de investigação do caso.
A Polícia Civil apura se a transferência bancária tem relação com o ataque que deixou o vereador ferido e resultou na morte do assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais.
Os dois suspeitos foram localizados e presos na rodovia CE-040, no Ceará, durante uma operação integrada das forças de segurança do Rio Grande do Norte e do estado vizinho. Segundo a Sesed, eles viajavam em um táxi com destino a Fortaleza e já foram transferidos para Mossoró, onde serão interrogados.
O secretário estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, destacou a mobilização das forças policiais para localizar os suspeitos poucas horas após o crime.
"Nós trabalhamos durante toda a madrugada em conjunto com as forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará. Houve uma integração total entre Polícia Civil, Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, o que permitiu a rápida identificação e prisão dos suspeitos", afirmou.
Apesar do avanço das investigações, Araújo ressaltou que ainda é cedo para apontar a motivação do atentado.
"Neste momento, a prioridade é esclarecer os fatos. A motivação será definida ao longo do inquérito policial, conduzido pelos delegados responsáveis pelo caso", disse.
O comandante-geral da Polícia Militar do RN, coronel Alarico Azevedo, também ressaltou a atuação conjunta das forças de segurança. Segundo ele, drones termais e equipes em solo foram empregados durante toda a madrugada nas buscas pelos suspeitos.
Investigação aponta participação de ao menos três pessoas
De acordo com o delegado Tiago Biscoli, titular da 16ª Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, imagens de câmeras de segurança registraram pelo menos três pessoas nas proximidades do local do atentado.
As investigações também apuram a ligação entre os suspeitos presos e um sequestro ocorrido horas após o crime. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi obrigada a acompanhar os criminosos durante a fuga.
"Os elementos reunidos até o momento, como a proximidade do local onde o veículo utilizado foi abandonado, as características físicas dos suspeitos e o trabalho de perseguição realizado pelas forças de segurança, indicam que eles participaram diretamente do homicídio e da tentativa de homicídio", explicou Biscoli.
A polícia informou ainda que um terceiro suspeito segue foragido.
Força-tarefa
Diante da repercussão do caso, a Polícia Civil montará uma força-tarefa para conduzir as investigações. Segundo o diretor da DHPP, delegado Márcio Lemos, a comissão será formada por delegados de Mossoró e Natal.
"A complexidade e a repercussão do caso exigem uma atuação conjunta. A investigação contará com o reforço de delegados da capital e da equipe especializada da DHPP de Mossoró", afirmou.
Desde as primeiras horas após o atentado, a governadora Fátima Bezerra determinou prioridade máxima para a elucidação do crime e a identificação de todos os envolvidos.
Os secretários da área de segurança também visitaram o vereador Cabo Deyvison, que permanece internado no Hospital da Polícia Militar, em Mossoró.
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Caso Cabo Deyvison