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| Equipamento usado por Maria Eduarda durante o rope jump desapareceu após a tragédia - Foto: Reprodução |
Um dos três presos no último fim de semana pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi lançada, sem cordas, em um salto de rope jump, retirou a câmera que estava presa à jovem logo após a tragédia.
A informação consta no pedido de prisão feito à Justiça pela Polícia Civil e Ministério Público (MP), contra João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos.
Além de João, também foram presos, temporariamente, durante o fim de semana, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, apontada pela investigação como responsável pelo grupo que realizava os saltos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos.
Já os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, detidos desde o dia do acidente, foram indiciados pela Polícia Civil, na última segunda-feira (22), por homicídio com dolo eventual.
Segundo o MP, João Antônio estava na base da ponte no momento do salto de Maria Eduarda e removeu a câmera que ela segurava. A câmera, que ainda não foi encontrada, é considerada essencial pelos investigadores para a reconstrução do caso.
"João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, posicionado na base da estrutura com função operacional durante o evento, detinha condições objetivas de perceber eventual irregularidade na fixação dos equipamentos da vítima e de comunicá-la à equipe no topo por meio de rádio, comunicação que, em tese, não foi realizada. Ademais, aproximou-se do corpo da vítima imediatamente após a queda e removeu a câmera GoPro que ela segurava, praticando conduta de supressão de elemento probatório central à investigação", disse o Ministério Público.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Andréa Levy, João negou em depoimento que tenha retirado a câmera da vítima.
Em relação a Gabriel, o documento afirma que ele deixou o local logo após a tragédia e que, até ser preso, não havia se apresentado às autoridades.
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