União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

Foto: Beatriz Ferro/ Modus Focus/ Agência OGlobo


A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, tripas, pescado e mel para o bloco. A medida entra em vigor em 3 de setembro e foi publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da UE.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias do bloco, especialmente em relação ao uso de medicamentos antimicrobianos na criação de animais.

Embora o governo brasileiro tenha restringido parte dessas substâncias em abril deste ano, os europeus avaliaram que ainda são necessárias medidas adicionais de controle e rastreabilidade.

A decisão faz parte da política europeia de segurança alimentar conhecida como One Health, que busca reduzir o uso excessivo de antibióticos. Entre as substâncias restritas estão virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia destacou que o veto não está relacionado à contaminação dos produtos brasileiros, mas à necessidade de comprovação documental e rastreabilidade sobre o uso desses medicamentos.

Para retomar as exportações dos produtos afetados, o Brasil precisará demonstrar que cumpre integralmente as exigências europeias durante todo o ciclo produtivo dos animais, seja por meio de novas restrições aos antimicrobianos ou pela adoção de sistemas mais rigorosos de controle e certificação.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o país possui um dos sistemas de inspeção agropecuária mais robustos do mundo e que a carne bovina brasileira atende às exigências de mais de 170 mercados internacionais.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que a medida não decorre de problemas sanitários identificados nos produtos brasileiros, mas do reconhecimento, pela União Europeia, dos mecanismos oficiais de fiscalização adotados pelo país. A entidade afirmou ainda confiar que as autoridades brasileiras conseguirão comprovar a qualidade, a rastreabilidade e a segurança da produção nacional.

Com informações da Agência Brasil

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