No próximo dia 28 de julho, o mundo volta os olhos para uma doença que, apesar de silenciosa, continua sendo um importante desafio para a saúde pública.
Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais integram a campanha Julho Amarelo, que busca conscientizar a população sobre prevenção, vacinação, diagnóstico e tratamento das hepatites virais.
A hepatite viral uma das doenças infecciosas que mais provocam mortes no mundo. Silenciosas, as hepatites B e C podem permanecer por décadas sem sintomas, comprometendo o fígado e aumentando o risco de cirrose e câncer hepático. Estima-se que milhões de pessoas convivam com a doença sem saber.
O Brasil instituiu oficialmente o Julho Amarelo pela Lei nº 13.802/2019. Em Natal, a campanha Julho Amarelo, cor que está iluminando este mês o pórtico da entrada da cidade e a ponte Newton Navarro, vem sendo fortalecida por uma série de ações de conscientização promovidas pela APHETO (Associação dos Portadores de Hepatites do Estado do Rio Grande do Norte), presidida por Luzy Barbosa, com o apoio do Movimento Brasileiro de Hepatites Virais (MBHV), presidido pela potiguar Neide Barros e o MNDN - Movimento Nacional de Doenças Negligenciadas, que tem como vice-presidente pelo advogado potiguar Bartolomeu Aquino.
As atividades incluem orientações ao público, distribuição de material educativo e incentivo à realização dos testes rápidos, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As ações contam ainda com a participação do advogado Dr. Bartolomeu, que ministra palestras e orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), embora existam vacina contra a hepatite B e tratamento altamente eficaz para a hepatite C, o maior desafio continua sendo identificar as pessoas infectadas, já que a maioria não apresenta sintomas nas fases iniciais da doença. A ampliação da testagem é considerada essencial para reduzir a transmissão e evitar complicações graves.
Para a presidente do Movimento Brasileiro de Hepatites Virais, Neide Barros, a data representa um chamado à responsabilidade coletiva. “Muitas pessoas convivem com o vírus durante anos sem qualquer sintoma. Por isso, nossa principal mensagem é simples: faça o teste. O diagnóstico precoce salva vidas e permite que milhares de brasileiros tenham acesso ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS.”
A presidente da APHETO, Luzy Barbosa, destaca que informação ainda é uma das maiores ferramentas de prevenção. “Durante todo o mês de julho estamos levando informação para a população, porque ainda existe muito desconhecimento sobre as formas de transmissão, prevenção e tratamento. Nosso objetivo é fazer com que mais pessoas procurem os serviços de saúde para realizar o teste e conhecer sua condição.”
O advogado Bartolomeu Aquino, que já teve hepatite, ficou curado e apoia as ações educativas da campanha, reforça que a medicina dispõe hoje de recursos capazes de mudar completamente o prognóstico da doença. “Hoje temos vacina para prevenir a hepatite B e tratamentos que curam 95% dos casos de hepatite C. O grande problema é que muitas pessoas chegam aos serviços de saúde quando a doença já causou danos importantes ao fígado. A informação e a testagem continuam sendo nossas principais aliadas.”
Além da vacinação contra a hepatite B, especialistas recomendam evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes, utilizar preservativos e realizar testes sempre que houver indicação médica ou fatores de risco. “ Se prevenir é sempre bem mais fácil. Todos temos de estar atentos.” Alertou o prof. Cláudio Custódio que é vereador em Natal e também apoia a essa importante causa.
O SUS oferece gratuitamente vacinação contra a hepatite B, testes rápidos e tratamento para hepatites.
Tags
Saúde
