O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (19) que não pretende utilizar a equipe de segurança da Polícia Federal (PF) disponibilizada aos candidatos durante a campanha eleitoral. Em publicação nas redes sociais, ele disse que não confia na atual direção da corporação e afirmou temer a presença de "infiltrados" em sua campanha.
Na postagem, Flávio declarou que solicitará o redirecionamento dos policiais que seriam designados para sua segurança às investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O senador também voltou a cobrar apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Atualmente, Flávio Bolsonaro já conta com segurança particular e tem utilizado colete à prova de balas durante compromissos públicos.
A declaração foi feita às vésperas do início da operação da Polícia Federal para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A partir desta segunda-feira (20), a corporação passa a disponibilizar uma estrutura que poderá mobilizar até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba, com orçamento estimado em R$ 95 milhões.
A proteção aos candidatos poderá ser disponibilizada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das respectivas campanhas.