Morreu, aos 98 anos, o diretor, fotógrafo e produtor brasileiro Luiz Carlos Barreto. A informação foi confirmada por familiares ao jornal "O Globo". Conhecido como “Barretão”, ele deixa um dos mais importantes legados da história do audiovisual nacional, com mais de seis décadas de atuação e participação em algumas das principais obras do cinema brasileiro.
Barreto estava com a saúde fragilizada desde março de 2024, quando sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará, seu estado natal, onde receberia uma homenagem.
Considerado uma das figuras fundamentais do Cinema Novo, movimento que transformou a produção cinematográfica brasileira a partir dos anos 1960, Luiz Carlos Barreto teve uma trajetória marcada pela inovação e pelo incentivo ao cinema nacional.
Antes de se tornar um dos mais respeitados produtores do país, atuou como jornalista, fotojornalista, roteirista e diretor de fotografia. Nessa função, participou de filmes que se tornaram referências, como “Vidas Secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha.
Ao longo de seis décadas de carreira, Barreto produziu mais de 80 filmes e se tornou um dos principais responsáveis por levar o cinema brasileiro a grandes públicos. Entre seus maiores sucessos está “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), dirigido por seu filho, Bruno Barreto, que se tornou um dos filmes mais populares da história do país.
A trajetória de Luiz Carlos Barreto foi marcada pela defesa da cultura brasileira e pelo apoio a gerações de cineastas, deixando uma contribuição definitiva para o cinema nacional.
