O risco de contaminação por um gás altamente tóxico mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar no Hospital Regional de São Paulo do Potengi após a chegada de um homem com suspeita de intoxicação por Gastoxin. A ocorrência exigiu o isolamento de uma área da unidade e a adoção de protocolos especiais para garantir a segurança de pacientes e profissionais.
Segundo informações preliminares, o paciente, de aproximadamente 37 anos, idade ainda não confirmada oficialmente, teria ingerido o produto, utilizado no controle de pragas em grãos armazenados. Após dar entrada no hospital, a equipe médica identificou a necessidade de acionar os bombeiros devido ao risco de exposição ao gás liberado pela substância.
No local, a corporação isolou a área onde o homem estava sendo atendido e forneceu equipamentos de proteção individual (EPIs), além de máscaras com proteção respiratória, para que médicos e técnicos de enfermagem pudessem continuar os procedimentos com segurança.
Depois dos primeiros atendimentos, o paciente permaneceu internado em estado grave no Hospital Regional de São Paulo do Potengi. A transferência para uma unidade de referência está sendo providenciada para dar continuidade ao tratamento.
Entenda o que é o Gastoxin
O Gastoxin é um pesticida empregado na conservação de grãos como milho, arroz, trigo e feijão, sendo utilizado para eliminar pragas durante o armazenamento. Seu principal componente é o fosfeto de alumínio, substância que reage com a umidade e libera o gás fosfina, considerado extremamente tóxico.
A exposição à fosfina pode ocorrer tanto pela ingestão do produto quanto pela inalação do gás. Entre os sintomas mais frequentes estão náuseas, vômitos, dor abdominal, tontura, dificuldade para respirar e alterações na pressão arterial e nos batimentos cardíacos.
Em situações mais graves, a intoxicação pode provocar insuficiência respiratória, falência de múltiplos órgãos e evoluir para óbito. Como não existe um antídoto específico para o fosfeto de alumínio, o tratamento é baseado em suporte clínico intensivo, monitoramento contínuo e controle dos sintomas, o que torna o atendimento médico imediato fundamental.