Pesquisa da CNC aponta aumento no comprometimento da renda com dívidas
O levantamento mostra que o nível de endividamento subiu de 81,6% em junho para 82% no mês seguinte. O cartão de crédito segue como a principal fonte de dívidas entre os consumidores, seguido por financiamentos, empréstimos, cheque especial e carnês.
Apesar do aumento no número de famílias endividadas, houve uma pequena redução na parcela de consumidores com contas em atraso, que passou de 29,9% para 29,8%. Por outro lado, cresceu o número de pessoas com mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas: 19% dos consumidores chegaram a esse nível, o maior percentual desde março.
Especialistas destacam que o endividamento não significa, necessariamente, inadimplência. Muitas famílias conseguem manter os pagamentos em dia, mas passam a ter o orçamento pressionado pelo volume de compromissos financeiros assumidos.
Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, o impacto é maior: 84,9% estão endividadas e a inadimplência apresentou alta no período.
Para a CNC, mesmo com sinais pontuais de melhora, o cenário exige atenção devido ao peso das dívidas no orçamento doméstico. O cartão de crédito continua sendo apontado como um dos principais fatores de risco, especialmente por causa dos juros elevados e do uso frequente do parcelamento para despesas do cotidiano.