A poucos dias do encerramento do prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral, previsto para o próximo sábado (15), a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrentou um impasse inesperado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao iniciar o processo de registro de sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Liberal, a equipe jurídica do parlamentar identificou que ele aparecia no sistema como filiado ao Partido Missão, e não ao PL.
Segundo a defesa, representada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, uma certidão emitida pela Justiça Eleitoral, às 23h17, da quarta-feira (12), confirmava a filiação regular de Flávio ao PL. No entanto, na manhã desta quinta-feira (13), o sistema passou a registrar uma filiação automática e não autorizada ao Partido Missão.
A advogada classificou a alteração como “inequivocamente fraudulenta” e afirmou que o senador jamais solicitou filiação à legenda, que já possui pré-candidato definido e teve o período de convenções partidárias encerrado.
Após o término da sessão do TSE nesta quinta-feira, a defesa buscou despachar diretamente com o presidente da Corte, ministro Cássio Nunes Marques, para regularizar a situação dentro do prazo legal. O caso deverá ser encaminhado à Polícia Federal para investigação.
O episódio lembra um caso semelhante ocorrido em 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu por cerca de seis meses filiado indevidamente ao PL em razão de um cadastro fraudulento. Á época, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito na Polícia Federal para apurar a irregularidade, e o TSE anunciou reforços na segurança de seus sistemas.
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